A IBM reportou lucro líquido de US$ 1,22 bilhão no primeiro trimestre de 2026, o que representa uma alta de 15% na comparação anual, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (22).
Apesar do avanço no resultado, as ações da companhia reagiram negativamente no after market, pressionadas por um guidance considerado mais fraco do que o esperado pelo mercado.
A receita da empresa apresentou crescimento moderado, sustentada principalmente pelo desempenho das áreas de software e serviços, com destaque para soluções ligadas à nuvem híbrida e inteligência artificial — segmentos que vêm sendo o foco estratégico da companhia nos últimos anos.
O lucro ajustado por ação (EPS) também superou as estimativas de analistas, reforçando a percepção de disciplina operacional e controle de custos por parte da empresa.
Ainda assim, o ponto central da reação negativa do mercado esteve nas projeções para os próximos trimestres. A IBM indicou um ritmo de crescimento mais contido adiante, em meio a um ambiente macroeconômico ainda desafiador e a decisões mais cautelosas por parte de clientes corporativos.
Executivos da companhia destacaram que a demanda por projetos de transformação digital segue sólida no longo prazo, mas admitiram que ciclos de contratação mais longos e maior seletividade nos investimentos por parte das empresas podem afetar o ritmo de expansão no curto prazo.
O guidance mais conservador acabou ofuscando o resultado positivo do trimestre, evidenciando a sensibilidade do mercado às perspectivas futuras — especialmente em empresas de tecnologia, onde o valuation depende fortemente da expectativa de crescimento.
Mesmo com a reação negativa das ações, a IBM mantém sua estratégia centrada em inteligência artificial e nuvem híbrida, apostando que esses segmentos continuarão sendo os principais motores de geração de valor nos próximos anos.













