A guerra entre Estados Unidos e Irã ganhou um novo capítulo no cenário internacional após o presidente americano, Donald Trump, sugerir que os Estados Unidos podem reconsiderar sua permanência na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). A declaração foi feita em entrevista ao jornal britânico The Telegraph e ocorre em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio.
Questionado sobre a possibilidade de os Estados Unidos deixarem a aliança militar após o conflito, Trump afirmou que a discussão estaria “além de reconsideração”. Segundo ele, a Otan não tem demonstrado apoio militar suficiente às operações conduzidas por Washington.
Trump afirmou ainda que nunca esteve convencido sobre a eficácia da aliança. Segundo o presidente americano, a organização seria um “tigre de papel”, percepção que, na avaliação dele, também seria compartilhada pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin.
Guerra entre Estados Unidos e Irã: Otan resiste a ampliar participação militar
Até o momento, os integrantes da Otan têm demonstrado cautela em ampliar o envolvimento militar direto no conflito no Oriente Médio. Um dos principais pontos de tensão envolve o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo.
Após os ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel contra o Irã, o regime iraniano passou a bloquear efetivamente a passagem na região. O fechamento da rota preocupa governos e mercados, já que uma parcela relevante do petróleo global passa pelo estreito.
Como começou a guerra entre Estados Unidos e Irã
A atual guerra entre Estados Unidos e Irã teve início em 28 de fevereiro, quando forças americanas e israelenses realizaram um ataque coordenado em Teerã.
A operação resultou na morte do então líder supremo do Irã, Ali Khamenei, além de diversas autoridades de alto escalão do regime.
Segundo autoridades americanas, a ofensiva também destruiu dezenas de embarcações iranianas, sistemas de defesa aérea, aeronaves e outras estruturas militares consideradas estratégicas.
Retaliação iraniana amplia conflito na região
Após o ataque inicial, o regime iraniano iniciou uma série de ações militares de retaliação. Os ataques atingiram diversos países do Oriente Médio, incluindo:
- Emirados Árabes Unidos;
- Arábia Saudita;
- Catar;
- Bahrein;
- Kuwait;
- Jordânia;
- Iraque;
- Omã.
Autoridades iranianas afirmaram que os alvos eram estruturas ligadas aos interesses dos Estados Unidos e de Israel nesses países.
Número de vítimas aumenta com avanço da guerra
O conflito já provocou um elevado número de vítimas. Segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, com sede nos Estados Unidos, mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra.
A Casa Branca também confirmou ao menos 13 mortes de soldados americanos em ataques associados às operações iranianas.
Conflito também se estende ao Líbano
A guerra também passou a afetar diretamente o território libanês. O Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, realizou ataques contra Israel em resposta à morte de Ali Khamenei. Em reação, Israel iniciou ofensivas aéreas contra posições do grupo no Líbano.
Segundo autoridades locais, centenas de pessoas já morreram no território libanês desde o início das operações.














