Em frações de segundo, um robô branco e cilíndrico ganha vida sozinho no convés de um navio de guerra, disparando uma parede de metal contra um míssil supersônico que se aproxima. Esse é o Phalanx CIWS, o sistema de defesa autônomo considerado o guardião final dos mares modernos.
O que o canal Hoje no Mundo Militar abordou sobre esse tema?
O canal Hoje no Mundo Militar, com impressionantes 2,87 milhões de inscritos, mergulhou nos detalhes técnicos e históricos do Phalanx CIWS. O vídeo explora como esse sistema revolucionou a defesa naval ao combinar radares, inteligência artificial e poder de fogo absurdo em uma única estrutura compacta.
A produção detalha desde o funcionamento interno do canhão até os cenários reais de combate onde esse guardião já foi acionado para salvar tripulações inteiras.
Como esse sistema detecta e destrói ameaças sozinho?
O Phalanx CIWS opera por meio de um sistema de radar de malha fechada que detecta, rastreia e confirma a destruição de ameaças de forma totalmente autônoma, sem intervenção humana. Ele monitora simultaneamente o alvo inimigo e os próprios projéteis disparados, corrigindo a pontaria em tempo real.
Veja as principais funções autônomas que tornam esse sistema único:
- Busca e detecção automática de alvos em curto alcance.
- Priorização de ameaças com base em velocidade e direção.
- Correção contínua da mira rastreando os próprios disparos.
- Confirmação automática da destruição do alvo após o engajamento.
Esse ciclo completo ocorre em milissegundos, tornando o sistema mais rápido do que qualquer operador humano poderia reagir em combate real.
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Por que o Phalanx é chamado de “R2-D2 de guerra”?
O apelido surgiu por conta do formato cilíndrico e branco que lembra o famoso robô de Star Wars, mas suas capacidades são puramente letais. Sob a cúpula estão escondidos radares sofisticados que buscam continuamente objetos se movendo em velocidades de ataque.
O canhão Gatling M61A1 de 20 mm no interior é capaz de disparar até 4.500 tiros por minuto, criando uma nuvem de fragmentação de tungstênio impossível de desviar. Segundo a Raytheon, fabricante do sistema, os disparos são tão rápidos que o ouvido humano percebe apenas um estrondo contínuo, como um papel gigante sendo rasgado.

Contra quais ameaças o Phalanx é mais eficaz?
O sistema foi projetado especificamente para eliminar ameaças que escapam das defesas de longo alcance, chegando perigosamente perto do navio. Sua combinação de velocidade de tiro e radar de malha fechada o torna especialmente eficaz em situações de saturação.
Confira as ameaças modernas que o sistema enfrenta e onde é utilizado:

Além das aplicações navais, a versão terrestre já protege bases contra ataques de foguetes em zonas de conflito ativo.
O Phalanx ainda é relevante na era dos mísseis hipersônicos?
Mesmo após décadas de serviço, o sistema continua sendo atualizado para enfrentar as novas gerações de mísseis hipersônicos que surgem no cenário global. A Marinha dos Estados Unidos segue investindo em versões aprimoradas que combinam o canhão com sistemas de guerra eletrônica.
A evolução contínua do Phalanx prova que, enquanto existirem ameaças nos mares, esse guardião cilíndrico continuará sendo a última barreira entre a tripulação e o impacto fatal.

