O avanço da inteligência artificial generativa tem se consolidado como um dos principais movimentos de transformação no ambiente profissional e empresarial. A busca por eficiência operacional, análise de dados e automação de tarefas tem impulsionado a adoção dessas ferramentas em diferentes setores da economia.
Dados do estudo “Como as pessoas vivenciam as novas tecnologias e a IA generativa?”, conduzido pela Cisco em parceria com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), indicam que o Brasil ocupa a segunda posição global no uso ativo dessa tecnologia. Segundo a pesquisa, 51,6% dos brasileiros já integram ferramentas de IA generativa na rotina diária, ficando atrás apenas da Índia. O levantamento também aponta níveis elevados de confiança dos usuários brasileiros nessas soluções.
Na prática, o uso da inteligência artificial tem avançado para além das grandes corporações e passou a integrar atividades cotidianas, como organização de agendas, análise de documentos e priorização de tarefas. O desenvolvimento de agentes digitais capazes de executar rotinas administrativas e interpretar grandes volumes de dados tem ampliado o alcance dessas tecnologias no ambiente profissional.
No caso do especialista em tecnologia Elemar Júnior, CEO da eximia.co, a revolução atende pelo nome de Márcia. Construída como uma assistente pessoal hiperconectada, Márcia atua como uma engrenagem vital na rotina do executivo. Ela lê arquivos em PDF, cruza informações da agenda de compromissos com a caixa de e-mails, cria memórias de longo prazo e até analisa as táticas das partidas de xadrez que ele joga online, entregando um resumo pronto na manhã seguinte. “Há tempos tenho uma secretária para me ajudar a organizar o dia. A Márcia, no entanto, tem tornado a minha vida e a da minha secretária mais simples. Não substitui pessoas. Reduz atrito. E isso muda tudo”, pontua o CEO.
Experimentos práticos conduzidos pelo especialista indicam que essas ferramentas já conseguem sintetizar reuniões, estruturar relatórios estratégicos e organizar conteúdos complexos em poucos minutos. O avanço da tecnologia também tem sido associado à maior confiabilidade na análise de dados, especialmente em processos decisórios que envolvem grandes volumes de informação.
Transformação tecnológica e mercado de trabalho
A expansão da inteligência artificial está inserida em um movimento mais amplo de transformação digital, que envolve o aumento da capacidade de processamento de dados e a disseminação de soluções analíticas no ambiente corporativo. Especialistas avaliam que esse cenário tende a redefinir funções profissionais e demandar novas qualificações. “A IA ajuda na produtividade quando usada com intenção. Não é sobre automação pela automação. É sobre desenhar o sistema certo. Eu penso. Ela estrutura”, pondera Elemar Júnior.
O levantamento da Cisco e da OCDE aponta que 41,4% dos jovens brasileiros entre 26 e 35 anos realizaram algum tipo de qualificação relacionada à inteligência artificial no último ano, indicando crescimento do interesse por competências ligadas à tecnologia.
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