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Com casco de titânio, reator de metal líquido e capacidade de operar a 6.000 metros de profundidade, os submarinos nucleares russos vigiam os cabos que sustentam a internet global

Laila Por Laila
28/02/2026
Em Engenharia

Enquanto o mundo dorme, uma frota secreta russa patrulha as profundezas dos oceanos. Os submarinos nucleares russos da unidade GUGI, construídos com casco de titânio e reatores de metal líquido, conseguem operar a 6.000 metros de profundidade, bem abaixo dos limites de qualquer marinha ocidental. A missão deles: vigiar e potencialmente ameaçar os cabos submarinos que carregam 95% de todo o tráfego da internet global.

O que é a GUGI e por que essa unidade de submarinos nucleares russos é tão secreta?

A Diretoria Principal de Pesquisa de Águas Profundas (GUGI) é uma divisão ultrassecreta da Marinha Russa criada em 1965. Diferente dos submarinos convencionais, suas embarcações são projetadas para missões de fundo oceânico, como instalar sensores, mapear o leito marinho e interceptar cabos de comunicação. O sigilo é tamanho que muitos de seus acidentes só vieram a público anos depois, como o incêndio a bordo do Losharik em 2019, que matou 14 tripulantes.

A GUGI opera uma frota de mini-submarinos nucleares e navios de apoio, todos com a mesma característica: capacidade de mergulho extremo, muito além dos 500 metros que limitam os submarinos militares comuns da OTAN. Segundo o site National Security Journal, o carro-chefe dessa frota é o AS-31 Losharik, um mini-submarino de 70 metros e 2.000 toneladas capaz de descer a 6.000 metros.

Diferente dos submarinos convencionais, suas embarcações são projetadas para missões de fundo oceânico, como instalar sensores, mapear o leito marinho e interceptar cabos de comunicação

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Por que o casco de titânio permite que esses submarinos nucleares russos alcancem 6.000 metros?

O segredo da profundidade está no material do casco. Enquanto submarinos comuns usam aço de alta resistência, que colapsa por volta de 500 a 1.000 metros, o Losharik é construído com esferas de titânio interligadas, um design que lembra o brinquedo que lhe dá nome. O titânio é leve, extremamente resistente à corrosão e suporta pressões de até 600 atmosferas, equivalentes a 6.000 metros de profundidade.

A URSS dominou a tecnologia de titânio ainda nos anos 1960, extraindo o mineral em larga escala e desenvolvendo técnicas de soldagem em atmosfera inerte. Isso permitiu a construção de submarinos como os da classe Alfa, que também usavam titânio, mas o Losharik levou o conceito ao extremo com suas esferas modulares, cada uma funcionando como um compartimento pressurizado independente.

O titânio é leve, extremamente resistente à corrosão e suporta pressões de até 600 atmosferas, equivalentes a 6.000 metros de profundidade

Como funciona o reator de metal líquido a bordo desses submarinos nucleares russos?

Outro diferencial tecnológico é o reator de metal líquido. Diferente dos reatores convencionais resfriados a água pressurizada, os modelos usados pela GUGI utilizam chumbo-bismuto líquido como refrigerante. Essa tecnologia, desenvolvida originalmente para os submarinos soviéticos classe Alfa (Projeto 705) na década de 1970, permite gerar alta potência em um espaço muito menor.

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Os reatores LMT (Liquid Metal Thermal) produzem cerca de 8 a 10 megawatts e operam silenciosamente por meses sem necessidade de recarga ou snorkel. O Business Insider destaca que essa combinação de reator compacto e casco de titânio torna o Losharik praticamente indetectável e capaz de permanecer em missões prolongadas nas maiores profundezas, onde nenhum outro submarino consegue chegar.

Por que os cabos submarinos de internet são alvo de vigilância no fundo do mar?

Mais de 500 cabos submarinos cruzam os oceanos, formando a espinha dorsal da comunicação global. Eles transportam cerca de 95% de todo o tráfego de dados, transações financeiras, comunicações militares, chamadas telefônicas e todo o conteúdo da internet. Apenas 5% do tráfego global depende de satélites, tornando os cabos um alvo estratégico de altíssimo valor.

Esses cabos estão concentrados em alguns pontos críticos, como o Mar Báltico, o Atlântico Norte e o Indo-Pacífico, formando verdadeiros “estrangulamentos” onde um pequeno número de cortes poderia isolar continentes inteiros. Incidentes recentes no Báltico em 2024, envolvendo suspeitas de sabotagem, mostram como essa infraestrutura é vulnerável.

Característica Submarino Losharik (AS-31) Submarino OTAN (classe Los Angeles)
Profundidade máxima 6.000 metros Aprox. 450 metros
Material do casco Titânio (esferas modulares) Aço de alta resistência
Reator Metal líquido (chumbo-bismuto) Água pressurizada (PWR)
Missão principal Operações em águas profundas, cabos submarinos Combate antissubmarino, ataque à superfície
Autonomia em imersão Meses (sem necessidade de emergir) Limitada por alimentos e snorkel

Qual a capacidade da frota GUGI para interferir nos cabos globais de internet?

A GUGI não opera sozinha. O Losharik é frequentemente transportado por submarinos gigantes como o Belgorod (Projeto 09852), de 184 metros, que funciona como “navio-mãe”. Em operação, o Losharik utiliza braços manipuladores e câmaras de saída para mergulhadores, permitindo que a tripulação intercepte fisicamente os cabos, instale dispositivos de escuta ou até mesmo os corte deliberadamente.

Além do Losharik, a frota inclui outras embarcações como o AS-28 Priz, o AS-34 e o navio de apoio Yantar, este último equipado com mini-submarinos próprios capazes de operar a 6.000 metros. De acordo com o Business Insider, esses navios são frequentemente avistados nas proximidades de cabos submarinos estratégicos, realizando o que a Rússia chama de “pesquisas oceanográficas”.

  • Mapeamento de rotas: A GUGI já mapeou grande parte dos cabos submarinos globais, identificando pontos vulneráveis para vigilância ou sabotagem.
  • Instalação de sensores: Equipamentos de escuta podem ser acoplados aos cabos para interceptar o tráfego de dados sem necessidade de corte, em operações de inteligência.
  • Capacidade de corte cirúrgico: Em caso de conflito, um pequeno número de submarinos poderia cortar cabos em pontos estratégicos, isolando países ou continentes da internet por meses.
  • Reparos pós-incêndio: Após o grave incêndio de 2019 que matou 14 oficiais, o Losharik passou por reparos e recebeu novo combustível nuclear em 2025, estando novamente operacional.
  • Dificuldade de monitoramento: Por operarem abaixo de 500 metros, esses submarinos estão fora do alcance da maioria dos sensores navais da OTAN, tornando sua localização um enorme desafio.
Em operação, o Losharik utiliza braços manipuladores e câmaras de saída para mergulhadores, permitindo que a tripulação intercepte fisicamente os cabos, instale dispositivos de escuta ou até mesmo os corte deliberadamente

A combinação de casco de titânio, reator de metal líquido e capacidade de operar a 6.000 metros torna os submarinos nucleares russos da GUGI uma ferramenta única no xadrez geopolítico. Enquanto a atenção mundial se volta para mísseis e satélites, é no fundo do mar, na escuridão abissal onde poucos conseguem chegar, que uma batalha silenciosa pode estar sendo travada, uma batalha cujo campo principal são os cabos que sustentam a internet global.

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