A ferrovia colossal que liga Qinghai ao Tibet é a mais alta do mundo, operando a mais de 5 mil metros de altura sob condições extremas. Os engenheiros chineses precisaram congelar o solo de propósito para garantir que os trilhos não afundassem com o passar dos anos.
Por que os engenheiros precisaram congelar o solo da ferrovia colossal?
O trecho principal da obra atravessa exatos 550 quilômetros de um terreno conhecido como permafrost, que é basicamente uma terra totalmente congelada. Se os trilhos de aço fossem colocados direto na superfície lisa, o calor gerado pelo atrito dos trens pesados derreteria o gelo escondido lá embaixo em pouco tempo.
Sem uma intervenção forte, a base inteira viraria lama no verão e os dormentes afundariam na mesma hora. Para evitar acidentes e atrasos, a equipe precisou aplicar um método caro de resfriamento positivo para manter a base sólida e firme durante as quatro estações do ano.

Como funciona a técnica de resfriamento debaixo dos trilhos?
A solução mais genial do projeto chinês foi enfiar milhares de tubos de amônia dentro da terra ao longo das margens da linha férrea. Esses canos gigantes sugam o calor do solo de forma totalmente passiva e jogam a temperatura quente para a atmosfera externa, longe da estrutura.
Observe como a engenharia estabilizou o terreno de forma inteligente:
- Tubulações térmicas: Os canos de amônia evitam que o gelo natural do subsolo derreta nos dias ensolarados.
- Aterros elevados: A via foi levantada com pedras para criar uma distância segura entre o aço quente e a terra frágil.
- Pontes de proteção: Trechos mais sensíveis foram erguidos sobre pilares fundos, deixando o solo original quase intocado.
Quais foram os maiores desafios na construção dessa estrutura?
Levantar a obra de US$ 4,2 bilhões exigiu o suor de mais de 20 mil trabalhadores lidando com dores de cabeça constantes. A altitude brutal na estação de Tanggula, a 5.068 metros, reduzia o oxigênio pela metade, dificultando a respiração e a operação das máquinas pesadas.
Além do clima severo, a Ferrovia Qinghai-Tibet documentada na Wikipedia corta áreas com forte risco de abalos sísmicos. Os engenheiros também precisaram construir 33 passagens especiais para não atrapalhar a rota de migração dos antílopes tibetanos pela região montanhosa.

Qual foi o impacto financeiro da obra para a economia do Tibet?
O trem revolucionou o transporte logístico de mercadorias, derrubando o frete de 0,38 RMB para apenas 0,12 RMB por tonelada carregada. Esse acesso rápido fez o PIB local disparar vertiginosamente, comprovando como rotas ágeis impulsionam cidades com crescimento fora do padrão no mundo inteiro.
A tabela a seguir apresenta os ganhos econômicos após a inauguração dos trilhos:
| Vetor de Crescimento | Antes da Obra | Depois da Obra |
|---|---|---|
| Custo do Frete | Muito alto | Reduzido em 68% |
| Turismo de Passageiros | 380 mil pessoas ao ano | Mais de 1,2 milhão |
| Impacto no PIB | Crescimento lento | Aumento de 8% ao ano |
Como os passageiros sobrevivem à falta de oxigênio na viagem?
O ar na região do Planalto Tibetano é excessivamente fino, o que poderia causar desmaios e mal-estar agudo em viagens muito longas. Para solucionar a questão de saúde, o governo chinês mandou fabricar 361 vagões especiais totalmente pressurizados e enriquecidos com oxigênio, operando como cabines de avião.
As janelas também ganharam uma película de proteção contra os raios ultravioleta perigosos que atingem as montanhas geladas. Esse capricho técnico garante que você admire a paisagem espetacular pela janela, tomando um chá relaxante a incríveis 100 km/h com o máximo conforto no seu assento.

