Os golpes contra idosos crescem sem parar nas agências bancárias e causam um prejuízo financeiro gigante para todas as vítimas. Esses bandidos dissimulados fingem oferecer ajuda nos caixas eletrônicos apenas para roubar senhas e trocar os cartões de forma muito rápida.
Como funcionam os golpes contra idosos nos caixas?
A abordagem criminosa acontece direto dentro da própria agência bancária em dias de muito movimento. Os fraudadores percebem a dificuldade da pessoa em lidar com o menu digital e se aproximam com muita educação para oferecer um falso suporte técnico.
Durante essa conversa amigável, eles alegam que a máquina exige uma atualização de chip ou a liberação de alguma operação pendente no sistema. É nesse instante exato de distração que eles memorizam a senha digitada e realizam a troca rápida do plástico verdadeiro por um cartão totalmente inválido.

Quais são os números reais dessa fraude financeira?
O volume de ocorrências desse tipo de estelionato eletrônico disparou nos últimos meses em várias cidades brasileiras. As tentativas gerais de roubo de dados pessoais saltaram de forma muito agressiva e exigem um cuidado redobrado dos aposentados.
Abaixo está o levantamento oficial com os indicadores criminais recentes de fraudes contra esse público:
| Ano e Categoria de Registro | Volume de Ocorrências no Brasil |
|---|---|
| Estelionatos eletrônicos gerais em 2023 | 223 mil casos registrados |
| Estelionatos eletrônicos gerais em 2024 | 281 mil casos registrados (alta de 17%) |
| Denúncias financeiras no Disque 100 | Mais de 72 mil registros ativos |
Quais táticas os criminosos usam para prender o cartão?
As quadrilhas instalam peças físicas ilegais chamadas de chupa-cabras diretamente no leitor oficial do terminal bancário. Os laudos sobre o golpe do leitor falso mostram que esse material bloqueia a saída do plástico e gera um pânico imediato na vítima que tenta sacar dinheiro.
Os principais métodos físicos usados pelos bandidos na entrada das máquinas incluem:
- Fitas adesivas duplas coladas no fundo da entrada do leitor magnético do terminal.
- Pequenos pedaços de plástico duro que travam a devolução do cartão pela máquina na hora do saque.
- Frentes falsas sobrepostas que copiam a trilha magnética logo no primeiro contato físico.

Qual é o impacto financeiro para quem sofre o roubo?
O estrago nas contas bancárias é devastador para o orçamento mensal de quem já parou de trabalhar e vive de renda fixa. Uma única quadrilha investigada de perto no Distrito Federal conseguiu movimentar mais de R$ 7 milhões sugando as reservas de diversas contas de idosos que estavam sem movimentação recente.
Os criminosos usam o limite de crédito aprovado para fazer compras caras e emitem boletos falsos no nome do aposentado sem deixar rastros claros. Os levantamentos da Serasa Experian registram uma alta alarmante de 11,9% nas tentativas de fraude contra as pessoas maiores de 60 anos.
Como as vítimas podem se proteger e denunciar o crime?
A regra de ouro máxima é jamais aceitar auxílio de pessoas estranhas que não usam o crachá oficial de funcionário do banco. Se a máquina engolir o cartão físico de repente, o ideal é ligar para a central de atendimento pelo aplicativo no mesmo minuto, sem sair da frente do visor.
A vergonha de assumir que caiu na armadilha faz muitas pessoas esconderem o fato da própria família e não registrarem a ocorrência na polícia. O governo federal reforça fortemente as campanhas contra a violência patrimonial para encorajar as denúncias nas delegacias mais próximas e tentar frear o avanço das quadrilhas.

