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Após o desastre de 2011, o Japão ergueu uma rede de muralhas de concreto com 400 km de extensão para proteger a costa contra a força dos oceanos

Ryan Cardoso Por Ryan Cardoso
21/02/2026
Em Curiosidades, ÚLTIMAS NOTÍCIAS

A muralha do Japão pós-tsunami é uma rede monumental de barreiras de concreto construída para proteger o litoral de Tohoku contra desastres naturais. Com 400 km de extensão, a obra redefine a engenharia de defesa costeira em um dos países mais sísmicos do mundo.

Por que o Japão investiu US$ 12 bilhões em novos paredões?

Após o desastre de 2011, que superou as defesas de 8 metros existentes, o governo japonês decidiu elevar o padrão de segurança nacional. O investimento massivo visa proteger vidas em comunidades vulneráveis, onde as ondas de tsunami atingiram marcas históricas de destruição.

A infraestrutura anterior, embora considerada a melhor do mundo na época, falhou diante da magnitude do terremoto. A nova estratégia foca em barreiras físicas capazes de deter ou retardar a entrada da água, dando tempo vital para a evacuação segura dos moradores costeiros.

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(Imagem ilustrativa)Rede de barreiras de concreto com quatrocentos quilômetros de extensão construída no litoral do Japão

Como a engenharia dos novos muros desafia ondas de 15 metros?

Os novos paredões atingem até 14,7 metros de altura e possuem fundações encravadas a 25 metros de profundidade no solo marinho. A base das estruturas foi alargada para garantir estabilidade mecânica contra a pressão hidrodinâmica colossal exercida por tsunamis de grande escala.

Além do concreto, a engenharia utiliza materiais reforçados para evitar o rompimento súbito das placas. O design foi projetado para dissipar a energia cinética da água, reduzindo o impacto devastador sobre as residências e infraestruturas urbanas situadas logo atrás da barreira.

Para entender como o Japão se protege de desastres naturais devastadores, selecionamos o conteúdo do canal Construction Time, que já conta com mais de 371 mil inscritos. No vídeo a seguir, o canal explora visualmente a imensa muralha de 400 km construída para mitigar o impacto de tsunamis e garantir a segurança das cidades costeiras:

Quais são as principais críticas sociais e ambientais à obra?

Muitos moradores locais relatam uma sensação de isolamento, comparando as comunidades a “prisões” devido ao bloqueio visual total do Oceano Pacífico. O impacto no turismo e na pesca tradicional também é um ponto de debate intenso entre os cidadãos e o governo.

Especialistas ambientais alertam que a interrupção do fluxo natural de sedimentos pode degradar ecossistemas marinhos próximos à costa. Existe ainda a preocupação com o “efeito barragem”, onde um rompimento parcial poderia liberar uma torrente de água ainda mais letal.

Como o Japão se posiciona em relação à segurança de tsunamis?

Para que você compreenda a evolução das defesas costeiras japonesas, preparamos uma comparação técnica entre os sistemas utilizados antes e depois do trágico evento de Tohoku:

Característica Técnica Defesas Antigas (Pré-2011) Novas Barreiras (Pós-2011)
Altura Máxima Cerca de 8 metros Até 14,7 metros
Profundidade da Fundação Superficial 25 metros de profundidade
Extensão da Rede Trechos isolados 400 km de proteção contínua

Leia também: Com custo de R$ 1,9 bilhão e capacidade para 72 mil pessoas, o Estádio Mané Garrincha em Brasília tornou-se a arena mais cara da Copa do Mundo de 2014

Como funcionam os parques de mitigação como alternativa ao concreto?

O projeto Morino exemplifica a transição para soluções integradas, utilizando “florestas de mitigação” com árvores de raízes profundas plantadas sobre dunas artificiais. Essa técnica combina a força da natureza com quebra-mares para amortecer o impacto das ondas de forma sustentável.

Para entender a relevância desses protocolos, guias internacionais de redução de riscos podem ser consultados no site da ONU. A seguir, listamos os pilares da nova segurança:

  • Zonas Elevadas: Mudança de escolas e hospitais para terrenos altos.

  • Tecnologia de Amortecimento: Edifícios com bases móveis para sismos.

  • Sistemas de Alerta: Sensores em águas profundas conectados via satélite.

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