A primeira semana cheia de fevereiro será marcada por uma agenda econômica robusta, com destaque para as decisões de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE), além da divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos (payroll), considerado o principal indicador do mercado de trabalho global.
Entre segunda-feira (2) e sexta-feira (6), investidores acompanham uma bateria de dados de atividade, inflação, crédito e consumo nas principais economias do mundo. Os Índices de Gerentes de Compras (PMI) da indústria e dos serviços também estarão no radar, com divulgações na Ásia, Europa e Estados Unidos, oferecendo sinais importantes sobre o ritmo da atividade global.
Política monetária no foco da agenda econômica
No cenário internacional, as atenções se voltam para as decisões de juros do BCE e do BoE, em meio ao debate sobre o momento adequado para iniciar ou aprofundar ciclos de flexibilização monetária. O tom dos comunicados e das coletivas será determinante para a precificação dos ativos, sobretudo nos mercados de juros e câmbio.
Nos Estados Unidos, além dos discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed), os dados do mercado de trabalho devem guiar as expectativas para a política monetária. O relatório JOLTS, que mede a abertura de vagas, e o ADP, que estima a geração de empregos no setor privado, antecedem o payroll, que trará informações sobre criação de vagas fora do setor agrícola, taxa de desemprego, taxa de participação, salários e jornada média.
Agenda econômica brasileira
No Brasil, a semana também é carregada de indicadores relevantes. O Banco Central divulga a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), documento que deve detalhar a avaliação da autoridade monetária sobre inflação, atividade econômica e balanço de riscos.
Além disso, o mercado acompanha o Boletim Focus, com as projeções atualizadas para inflação, crescimento, câmbio e taxa de juros. No campo dos preços, serão conhecidos os resultados do IPC-Fipe, do IPC-S da FGV e do IGP-DI de janeiro. Já do lado da atividade, a produção industrial mensal e anual traz novos sinais sobre o desempenho da economia no início do ano.
Temporada de balanços
A agenda corporativa também ganha relevância com a continuidade da temporada de resultados. No Brasil, divulgam balanços instituições financeiras de peso como Santander, Itaú Unibanco e Bradesco.
Nos Estados Unidos, entram no radar empresas de tecnologia como Alphabet (controladora do Google), Amazon e Advanced Micro Devices (AMD), cujos números podem influenciar o desempenho das bolsas globais.
Destaques globais e fiscal
Entre os temas de pano de fundo, o Senado dos Estados Unidos aprovou o financiamento do governo federal até setembro, por 71 votos a 29, evitando o risco imediato de paralisação das atividades públicas. O texto ainda segue para apreciação da Câmara dos Representantes.
No mercado de energia, a Opep+ decidiu manter os níveis de produção de petróleo para março, enquanto no Brasil a Aneel confirmou a manutenção da bandeira tarifária verde em fevereiro, sem cobrança adicional nas contas de luz.
Indicadores fiscais e trabalho
Do lado fiscal, os dados mais recentes mostram a dívida bruta brasileira em 78,7% do PIB, ligeiramente abaixo dos 79% registrados em novembro. O déficit orçamentário de dezembro somou R$ 115,5 bilhões.
Já no mercado de trabalho, a taxa de desemprego recuou para 5,1% em dezembro, reforçando a leitura de um mercado ainda aquecido, apesar dos sinais de desaceleração em alguns segmentos da atividade.
Com esse conjunto de informações, a semana se apresenta como um teste importante para as expectativas dos investidores, em um ambiente ainda marcado por incertezas geopolíticas e pela busca de sinais mais claros sobre o rumo da política monetária global.












