O mercado financeiro inicia esta terça-feira (27) sob forte expectativa com o início da chamada Super Quarta, período em que Federal Reserve (Fed) e Banco Central do Brasil (Copom) se reúnem para definir os próximos passos da política monetária nos Estados Unidos e no Brasil.
As decisões sobre as taxas de juros serão divulgadas nesta quarta-feira (28), mas já hoje os investidores monitoram uma agenda intensa de indicadores econômicos e eventos políticos, que devem influenciar a precificação dos ativos ao longo do dia.
Além da Super Quarta: IPCA-15 testa o cenário inflacionário no Brasil
No Brasil, o principal destaque é a divulgação do IPCA-15 de janeiro, considerado a prévia da inflação oficial. O indicador sai às 9h, com projeção de alta de 0,22% no mês, levemente abaixo do avanço de 0,25% registrado em dezembro.
No acumulado de 12 meses, a expectativa do mercado é de inflação em 4,52%, acima dos 4,41% do dado anterior, o que mantém a inflação próxima ao teto da meta perseguida pelo Banco Central.
O dado é visto como fundamental para calibrar as expectativas em torno da decisão do Copom Copom nesta Super Quarta, especialmente diante de um cenário de atividade ainda resiliente e pressões inflacionárias persistentes.
Trump volta ao centro do radar
No cenário internacional, um dos eventos mais aguardados do dia é o discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcado para 10h30. A fala ocorre em um momento de sensibilidade para os mercados globais, com atenção redobrada às sinalizações sobre política fiscal, comércio internacional e postura em relação ao Federal Reserve.
Qualquer tom mais duro sobre tarifas, geopolítica ou independência do banco central americano pode gerar volatilidade nos mercados de câmbio, juros e ações ao longo da sessão.
Confiança do consumidor nos EUA
Ainda nos Estados Unidos, às 12h, será divulgado o índice de Confiança do Consumidor do Conference Board, com projeção de 90,1 pontos, acima dos 89,1 registrados no mês anterior.
O indicador é acompanhado de perto por investidores por oferecer sinais relevantes sobre o ritmo do consumo, principal motor da economia americana e, consequentemente, sobre a trajetória futura dos juros.
Super Quarta domina o pano de fundo
Apesar da agenda cheia, o pano de fundo do mercado segue sendo a Super Quarta. Tanto o Fed quanto o Copom iniciam hoje suas reuniões, que vão se estender até amanhã, quando será divulgada as taxas de juros.
Nos Estados Unidos, o foco estará no comunicado do FOMC e na coletiva do presidente do Fed, que podem trazer pistas sobre o ritmo de cortes ou manutenção dos juros ao longo de 2026. No Brasil, o mercado avalia se o Banco Central manterá o tom mais cauteloso diante do quadro inflacionário e fiscal.
A combinação entre inflação, política monetária e incertezas políticas mantém os investidores em modo de atenção máxima, com tendência de maior volatilidade nos ativos ao longo da semana.












