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O Monte Everest está ficando mais alto e a ciência explica o motivo

Ryan Cardoso Por Ryan Cardoso
25/11/2025
Em Curiosidades, ÚLTIMAS NOTÍCIAS

O Monte Everest, a montanha mais alta do mundo, continua a crescer alguns milímetros a cada ano. Esse crescimento constante é resultado do poderoso processo geológico da colisão entre duas placas tectônicas sob o continente asiático.

A colisão de placas tectônicas é o motor do crescimento

A cordilheira do Himalaia, onde o Everest está localizado, é uma formação geologicamente jovem, com “apenas” 50 milhões de anos. Ela nasceu da colisão monumental entre a Placa Indiana e a Placa Eurasiana, um processo que continua ativo até hoje.

A Placa Indiana está constantemente se movendo para o norte, empurrando e deslizando por baixo da Placa Eurasiana. Essa pressão imensa “amassa” a crosta terrestre, forçando as rochas a se elevarem e, consequentemente, fazendo com que toda a cordilheira, incluindo o Everest, continue a subir.

Quanto o Monte Everest cresce por ano?

O crescimento do Everest é um processo lento, mas mensurável. As medições mais recentes e precisas, realizadas em conjunto por cientistas da China e do Nepal e divulgadas em 2020, estabeleceram a altura oficial da montanha em 8.848,86 metros.

Essa medição confirmou que a montanha está crescendo a uma taxa de aproximadamente 4 a 5 milímetros por ano. Esse valor representa o balanço líquido entre o soerguimento causado pela geologia e a erosão causada pelo vento e pelo gelo, que desgastam a montanha constantemente.

Leia também: O que aconteceria com o mundo se um asteroide gigante caísse no mar

Terremotos podem alterar a altura da montanha drasticamente

Embora o crescimento seja gradual, eventos sísmicos podem causar mudanças súbitas na altura do Everest. O devastador terremoto de magnitude 7.8 que atingiu o Nepal em 2015, por exemplo, gerou um debate científico sobre se a montanha havia encolhido ou crescido, veja abaixo o vídeo do canal Professor Wagner Brito:

Análises posteriores sugeriram que o terremoto pode ter feito o Everest perder cerca de 2,5 centímetros de altura, pois a tensão liberada fez com que a crosta terrestre na região relaxasse e afundasse ligeiramente. A nova medição de 2020 foi, em parte, motivada pela necessidade de verificar o impacto real desse evento.

Como os cientistas medem a montanha com tanta precisão?

Cume do Monte Everest – Créditos: depositphotos.com / blasbike

Medir uma montanha da magnitude do Everest é uma tarefa de alta complexidade que combina tecnologia de ponta com expedições perigosas. Os cientistas não usam mais os antigos teodolitos; hoje, a precisão é garantida por uma combinação de métodos modernos.

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A medição oficial utiliza uma abordagem dupla para garantir a exatidão dos dados, considerando tanto o cume rochoso quanto o nível do mar como referência. As principais tecnologias envolvidas são:

  • GPS (Sistema de Posicionamento Global): Um receptor de GPS é levado até o cume para determinar sua posição exata.
  • Gravímetros: Medem o campo gravitacional para ajudar a definir o “nível do mar” sob a montanha.
  • Radares de Penetração no Gelo: Usados para medir a espessura da camada de neve e gelo no topo.
  • Nivelamento Trigonométrico: Medições feitas a partir de múltiplos pontos ao redor da montanha.

Gostou de escalar o Everest com a ciência? Compartilhe com quem se fascina pela força e dinâmica do nosso planeta!

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