BM&C NEWS
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
Sem resultado
Veja todos os resultados
BM&C NEWS
Sem resultado
Veja todos os resultados

Opinião: “O ‘day after’ do 2º turno e suas lições”

Aluizio Falcão Filho Por Aluizio Falcão Filho
28/10/2024
Em OPINIÃO

O 2º turno das eleições pode dar algumas pistas importantes sobre o que será o pleito presidencial de 2026. Um indício disso é a queda irrefutável da importância relativa dos maiores cabos eleitorais do país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Lula viu a esquerda encolher entre as prefeituras brasileiras e Bolsonaro amargou a derrota dos candidatos mais alinhados ao seu estilo político. Ao comparar esses dois nomes, no entanto, podemos concluir que a situação do petista é pior. Afinal, a direita – quadrante ideológico dos bolsonaristas – saiu fortalecida em relação ao PT e às demais siglas esquerdistas. Trata-se, porém, de um grupo direitista que não necessariamente está alinhado ao ex-presidente.

O fracasso mais visível da esquerda pode ser observado nas capitais nordestinas, entre as quais o PT obteve a prefeitura de Fortaleza – mas foram os candidatos de centro e de direita levaram os maiores municípios da região. Esse fenômeno chama a atenção, pois convencionou-se, nos últimos tempos, a associar o Nordeste ao petismo, especialmente depois que o Bolsa Família foi disseminado por Lula.

Ocorre que nem sempre foi assim. Uma das primeiras providências do governo militar depois de 1964 foi justamente mudar a proporcionalidade da composição da Câmara Federal, dando maior peso ao Nordeste, em uma clara manobra para diminuir a representatividade da oposição ao regime, mais disseminada no Sul e no Sudeste. Durante as décadas de 1970 e início dos anos 1980, os eleitores nordestinos, de maneira geral, votaram mais na Arena e no PDS (legendas que apoiavam os militares) do que nos partidos oposicionistas.

O que está mudando? Provavelmente, o programa Bolsa Família vem sendo percebido como uma política de Estado – e não de um partido, no caso o PT. Nas eleições recentes, muitos eleitores da região podem ter votado em Lula, Dilma Rousseff e Fernando Haddad porque estes candidatos jamais acabariam com esse programa. Após o governo Bolsonaro, no entanto, quando o Bolsa Família foi até turbinado, o medo de que esse programa social fosse extinto por um outro governo que não o petista foi reduzido.

Dessa forma, o Bolsa Família passou a ser visto por todos os políticos como algo institucional e intocável. O mesmo ocorreu aqui em relação a determinadas medidas que são populares até hoje aqui em São Paulo, como o bilhete único e a criação dos CEOs, ambos implementados por Marta Suplicy – ou as ciclovias e o fechamento da avenida Paulista aos domingos, ideias de Fernando Haddad. Hoje, essas medidas são vistas como políticas da prefeitura e não mais associadas ao partido X ou Y.

A polarização sai menor desta eleição, com o triunfo de vários políticos de centro, como o prefeito reeleito de São Paulo. Esta vitória, no entanto, tem dois padrinhos. Um é o governador Tarcísio de Freitas, que botou seu prestígio pessoal na reta e foi às ruas honrar o acordo político que tinha firmado com Nunes. Não se intimidou com o distanciamento de Bolsonaro em relação à disputa paulistana, que teve o candidato Pablo Marçal como grande estrela e que seduziu boa parte do eleitorado de direita no primeiro turno. Tarcísio contou também com o apoio importante de seu secretário de governo, Gilberto Kassab, que costurou apoios importantes e foi um dos fiadores da reeleição.

O outro padrinho da vitória de Ricardo Nunes é o presidente Lula. Lula? Como assim?  Ele não apoiava Guilherme Boulos?

Ao prometer a Boulos que ele seria seu candidato à prefeitura de São Paulo, Lula definiu a derrota da esquerda no pleito que se encerrou ontem. Qualquer estudante de primeiro ano de Ciências Políticas poderia enxergar que Boulos era um político com bom trânsito entre os eleitores mais jovens, mas sofria de uma rejeição atroz entre a maioria dos paulistanos. O presidente, no entanto, achou que seu aval seria suficiente para garantir uma vitória na maior cidade do país.

Não foi. A arrogância de Lula, assim, ajudou tremendamente ao prefeito Nunes a explorar um discurso contra o suposto radicalismo de seu adversário, que ainda por cima não tinha experiência em cargos no poder Executivo.

Segundo o colunista Lauro Jardim, a campanha de Boulos torrou R$ 80 milhões em 2024, contra R$ 9,9 milhões de quatro anos atrás. Em 2020, o psolista teve 40,62% dos votos válidos, ou 2,186 milhões de sufrágios. Neste ano, ele conseguiu 40,65% dos votos válidos, ou 2,323 milhões de eleitores.

Na prática, gastou oito vezes mais e ficou no mesmo lugar. Apesar de ter tentado parecer mais moderado, não convenceu o eleitorado paulistano e obteve uma rejeição que marcava o índice de 52% na última pesquisa Datafolha.

Dos quatro governadores constantemente apontados como candidatos potenciais à presidência (Tarcísio de Freitas, Ronaldo Caiado, Ratinho Júnior e Romeu Zema), três conseguiram eleger os prefeitos de suas capitais e apenas um (Zema) perdeu. Essa derrota poderá custar caro a Zema qualquer ambição relativa a 2026 e, sem dúvida, vai melhorar o cacife dos colegas para uma eventual candidatura presidencial.

Esse pleito se encerra com o centro em ascensão e três governadores (Tarcísio, Caiado e Ratinho) demonstrando força, com vantagens para o ocupante do Palácio dos Bandeirantes. Por outro lado, é possível enxergar o PT refém da candidatura de Lula, sem espaço para outros nomes na esquerda.

Em São Paulo, na reta final, houve dois golpes abaixo da linha da cintura que chamaram a atenção. Primeiro, um vídeo com a primeira-dama, Janja da Silva, falando sobre o Boletim de Ocorrência envolvendo o prefeito Nunes e sua esposa, Regina. Desnecessário e oportunista. Outro foi a acusação do governador Tarcísio de que o PCC estava recomendando o voto em Boulos. Como não apresentou provas, também foi algo dispensável e inapropriado.

Se Bolsonaro se mantiver inelegível e Pablo Marçal tiver algum impedimento eleitoral (o episódio do laudo falso pode lhe custar a elegibilidade), Lula terá como adversário um candidato de centro ou de direita moderada que vai dar muito trabalho. Isso, combinado a um eventual desgaste do PT e a uma provável queda no calibre da polarização política, poderá levar a uma derrota da esquerda em 2026.

Mas dois anos, em política, é uma eternidade. Há tempo suficiente para uma recuperação do PT até lá. Pelo que se viu ontem, porém, os centristas e direitistas têm muito mais chances para sonhar com uma vitória daqui a dois anos do que os petistas.

Leia Mais

Mercados globais se preparam para mais instabilidade em meio ao conflito em Israel

Ibovespa fecha a semana em queda, mas mantém forte alta no mês

27 de fevereiro de 2026
balança comercial janeiro

Balança comercial registra superávit de US$ 1,501 bilhão na 2ª semana de fevereiro

19 de fevereiro de 2026

Coluna escrita por Aluizio Falcão Filho jornalista, articulista e publisher do portal Money Report, Aluizio Falcão Filho foi diretor de redação da revista Época e diretor editorial da Editora Globo, com passagens por veículos como Veja, Gazeta Mercantil, Forbes e a vice-presidência no Brasil da agência de publicidade Grey Worldwide

As opiniões transmitidas pelos nossos colunistas são de responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, a opinião da BM&C News.


Opinião: “A classe média se aproxima da direita”

Com 26 metros de comprimento e autonomia para cruzar 12.000 km sem tripulação, o mega drone submarino da Boeing surge como a nova arma invisível dos oceanos

Com casco de titânio, reator de metal líquido e capacidade de operar a 6.000 metros de profundidade, os submarinos nucleares russos vigiam os cabos que sustentam a internet global

Com lançadores verticais de mísseis e radares ocultos, a China transformou um simples navio porta-contêineres em uma plataforma militar modular e de baixo custo

Submersa para dar lugar a uma represa, a cidade brasileira que precisou ser totalmente reconstruída do zero e hoje é modelo de planeamento

Com 1.000 janelas curvas e fachada de vidro sobre um antigo armazém, o prédio de 110m tornou-se o maior ícone da arquitetura moderna de Hamburgo

A 5 mil metros de altitude, a ferrovia colossal de 1.142 km onde engenheiros precisaram congelar o solo artificialmente para os trilhos não afundarem

COPYRIGHT © 2025 BM&C NEWS. TODO OS DIREITOS RESERVADOS.

Bem-vindo!

Faça login na conta

Lembrar senha

Retrieve your password

Insira os detalhes para redefinir a senha

Conectar

Adicionar nova lista de reprodução

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA

COPYRIGHT © 2025 BM&C NEWS. TODO OS DIREITOS RESERVADOS.