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IPCA de setembro é puxado por energia e mantém cenário de cautela para o BC

Renata NunesPor Renata Nunes
09/10/2025

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,48% em setembro, revertendo a deflação de -0,11% registrada em agosto e levando a inflação acumulada em 12 meses para 5,17%. Além disso, no ano, o indicador soma alta de 3,64%, num resultado que confirma a pressão pontual provocada pela energia elétrica após o fim do bônus de Itaipu e a vigência da bandeira vermelha patamar 2.

De acordo com dados do IBGE, o grupo Habitação subiu 2,97% e respondeu pelo maior impacto individual do mês: a energia elétrica residencial avançou 10,31%, adicionando 0,41 ponto percentual ao índice. Por outro lado, houve alívio em Alimentação e bebidas (-0,26%) pelo quarto mês consecutivo, com quedas expressivas em tomate, cebola, alho, batata-inglesa e arroz, o que ajudou a suavizar o choque nos itens administrados.

O que puxou o IPCA: energia em alta, alimentos em queda

Enquanto a energia elétrica foi o grande destaque de alta, impulsionada também por reajustes regionais em capitais como São Luís, Vitória e Curitiba, a alimentação no domicílio recuou 0,41%, sustentada por safras mais favoráveis e normalização de oferta em itens in natura. Além disso, transportes mostraram variação praticamente estável (0,01%), com combustíveis em leve alta, etanol (+2,25%), gasolina (+0,75%) e diesel (+0,38%), compensada por quedas em seguro de veículos (-5,98%) e passagens aéreas (-2,83%).

Variação por grupo de produtos e serviços – IPCA setembro de 2025

GrupoVariação (%) AgostoVariação (%) SetembroImpacto (p.p.) AgostoImpacto (p.p.) Setembro
Índice Geral-0,110,48-0,110,48
Alimentação e bebidas-0,46-0,26-0,10-0,06
Habitação-0,902,97-0,140,45
Artigos de residência-0,09-0,400,00-0,01
Vestuário0,720,630,030,03
Transportes-0,270,01-0,060,00
Saúde e cuidados pessoais0,540,170,070,02
Despesas pessoais0,400,510,040,05
Educação0,750,070,050,01
Comunicação-0,09-0,170,00-0,01

Fonte: IBGE

Avaliação do IPCA de setembro

Para Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos, a leitura é de choque predominantemente temporário. “A inflação veio um pouco abaixo das projeções mais altas, mas ainda elevada, com a energia como vilã. Além disso, vivemos uma situação hídrica delicada em algumas regiões; nossa matriz é limpa, porém a estiagem pesa e isso aparece na conta das famílias e das empresas”, afirma. Nesse sentido, ele ressalta um dado qualitativo positivo: a difusão, proporção de itens em alta, caiu de 56 para 52, “um patamar confortável historicamente”.

Leonardo Costa, economista do ASA, avalia o resultado como “qualitativamente benigno”. Segundo ele, a média de núcleos ficou ao redor de 0,19%, com alívios em bens e serviços: “Mesmo excluindo a forte deflação de seguro de veículos, os serviços subjacentes rodariam a 0,27% no mês, um nível baixo.” Costa destaca que os núcleos seguem marcados por volatilidade atípica, refletindo descontos temporários em itens específicos, o que dificulta uma leitura mais limpa da tendência. “Em linhas gerais, os serviços permanecem relativamente pressionados, mas em patamar bem inferior ao observado no início do ano, sugerindo perda de fôlego gradual da inflação subjacente“, avalia.

Como ler o IPCA de setembro para a política monetária?

Maykon Douglas, economista, reforça que o dado não altera o diagnóstico central: “O IPCA confirmou o que o mercado já antecipava, uma aceleração pontual, puxada principalmente pelo fim do bônus de Itaipu e alguns preços administrados. Os núcleos continuam comportados, o que reforça a leitura de pressões temporárias”.

Por outro lado, o Banco Central tende a manter a comunicação cautelosa, dado que os serviços ainda rodam acima do limite superior da meta em 12 meses (por volta de 6,1%). Enquanto isso, os analistas lembram que a trajetória de preços dependerá da normalização do quadro hídrico e do comportamento dos itens de serviços, além da dinâmica cambial e de combustíveis, que pode introduzir volatilidade adicional.

O que esperar para o IPCA até dezembro?

Além disso, os três especialistas convergem na visão de arrefecimento gradual: a normalização da tarifa de energia, o recuo de itens administrados e a continuidade do alívio em alimentos tendem a reduzir a pressão do índice nos próximos meses. Nesse sentido, o ASA projeta IPCA em 4,7% em 2025 (com risco de baixa) e 4,8% em 2026, assumindo um quadro macro relativamente estável.

Enquanto isso, o debate sobre juros deve ganhar tração conforme os núcleos confirmem a trajetória benigna. Gustavo Cruz avalia que, mantido o ritmo de desaceleração entre outubro e dezembro, o mercado pode começar a pressionar por sinalizações de corte em 2026. Por outro lado, choques de oferta, especialmente no setor elétrico e a sensibilidade dos serviços seguem no radar como potenciais fontes de ruído.

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IPCA e orçamento das famílias: onde o alívio já aparece?

Por fim, o recuo de alimentos no domicílio ajuda a atenuar o impacto da conta de luz no curto prazo, sobretudo para as famílias de renda média e baixa. Além disso, itens como tomate, cebola, alho e batata vêm devolvendo as altas do primeiro semestre, reforçando a melhora do poder de compra marginal. Enquanto isso, itens ligados a lazer (cinema, teatro, concerto) reverteram promoções de agosto, mas ainda operam em patamares sem pressão estrutural.

Em síntese, o IPCA de setembro traz um desenho misto: choque localizado em energia e sinais de descompressão nos núcleos e na difusão. Se a normalização do setor elétrico se confirmar e os serviços seguirem comedidos, a inflação deve convergir, permitindo ao Banco Central preservar a estratégia de prudência e, mais à frente, discutir uma flexibilização dos juros sem comprometer a ancoragem das expectativas.

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Energia elétrica puxa alta do IPCA em setembro, mas núcleo segue controlado, avaliam analistas. Foto: shisuka

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