Mourão diz que Orçamento não tem espaço para reajuste de servidores

Mourão disse que nem mesmo o reajuste para trabalhadores da área de segurança pública da esfera federal e agentes comunitários está garantido

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta terça-feira que não há espaço no Orçamento da União para a concessão de reajuste salarial para servidores públicos, no dia em que representantes de diversas categorias fazem protestos em Brasília na tentativa de obter aumentos.

“Você sabe muito bem que não tem espaço no Orçamento para isso”, disse o vice-presidente pela manhã.

Mourão disse que nem mesmo o reajuste para trabalhadores da área de segurança pública da esfera federal e agentes comunitários está garantido.

“Não sei nem se o presidente vai conceder isso daí (segurança e saúde), vamos aguardar aí o presidente bater o martelo disso daí, espaço orçamentário é muito pequeno.”

Em vídeo divulgado nesta terça, o primeiro vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), disse que alertou para os riscos quando houve negociações sobre aumentos específicos na votação do Orçamento.

Para Ramos, é preciso que os servidores do Banco Central e da Receita Federal –duas das categorias que estão paralisando atividades no dia– não prejudiquem o restante do país.

“É pedir muita responsabilidade desses servidores de que, no afã de punir a irresponsabilidade do presidente Bolsonaro, não acabem punindo a indústria e o comércio que querem retomar as suas atividades e acima de tudo os empregos dos brasileiros que querem voltar a trabalhar e sustentar as suas famílias com dignidade”, disse ele.

Com o prazo para sanção do Orçamento de 2022 pelo presidente Jair Bolsonaro perto do fim, categorias de servidores públicos federais promovem nesta terça manifestações nas ruas de Brasília e a paralisação de atividades em movimento para pressionar o governo a liberar reajustes salariais.

Os atos, com participação prevista de ao menos 40 categorias dos três Poderes, segundo entidades representativas, somam-se ao movimento de carreiras que estão entregando cargos de chefia e limitando a prestação de serviços.

Compartilhe:

Últimas notícias

Matérias relacionadas