Ibovespa fecha em queda, na contramão do exterior

O IBC-Br teve alta de 0,60% em julho na comparação com o mês anterior; nos EUA, setores como o de energia e financeiro recuperando algumas de suas perdas recentes
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O Ibovespa fechou em queda no pregão desta quarta-feira (15), apesar dos números acima do esperado em relação à prévia do PIB. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), teve alta de 0,60% em julho na comparação com o mês anterior, de acordo com o Banco Central.

No cenário político, a agenda política continua, com o presidente da Câmara dos deputados, Arthur Lira (PP-AL), dizendo que uma solução em relação aos precatórios sairá pelo Congresso Nacional. Além disso, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), já sinalizou que o texto da reforma do Imposto de Renda será alterado será bastante modificado.

Com o aumento no preço do petróleo, as ações da Petrobras, que encerraram o dia em alta de 1,74%, foram os papéis mais negociados do pregão e impediram quedas mais acentuadas no índice da Bovespa.

O índice brasileiro foi na direção oposta das bolsas de Wall Street, que finalizaram o dia em alta, com setores como o de energia e financeiro recuperando algumas de suas perdas recentes, embora a desaceleração da recuperação econômica e a incerteza sobre tributação mais alta limitassem o sentimento.

Veja mais:

Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda de 0,96%, cotado a 115.062,54 pontos.

dólar fechou em baixa de 0,38%, cotado a R$ 5,237.

Nos EUA, as bolsas fecharam em alta. O S&P 500 indicou +0,85% (4.480,88), o Nasdaq registrou +0,82% (15.161,53), enquanto o Dow Jones ficou em +0,68% (34.814,13).

Confira outros destaques desta quarta:

Lira diz que solução para precatórios sairá do Legislativo

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta quarta-feira (15) que a solução para a questão dos precatórios será dada pelo Congresso Nacional diante da falta de clima para uma mediação por parte do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Segundo ele, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do tema deve ter seu rito normal na Casa, mas disse que seria importante para o Brasil se, com a ajuda dos líderes e do Senado esse trâmite pudesse ser “abreviado”.

O parecer pela admissibilidade da proposta foi apresentado na terça-feira na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, mas ainda não foi votado por conta de um pedido de vista.

Senado vai se concentrar em Correios, reformas e mudanças eleitorais, diz Pacheco

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou que a pauta do Senado nos próximos dias vai se concentrar na privatização dos Correios, nos projetos relativos à reforma tributária, na reforma administrativa e nas mudanças eleitorais para 2022.

A agenda foi citada durante entrevista em um evento com prefeitos em Goiânia, capital de Goiás.

O governo do presidente da República, Jair Bolsonaro, tenta destravar a pauta econômica no Senado, após o acirramento da crise política entre os Poderes. Pacheco sinalizou que os senadores vão apreciar as propostas.

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