Investidores entram na Bolsa com valores cada vez mais baixos

Ainda segundo o levantamento, um a cada dois investidores possuem mais de cinco ativos na carteira

De acordo com dados da B3, as pessoas estão investindo com valores cada vez mais baixos. Em 2015, o primeiro investimento era por volta de R$ 5.712, em janeiro de 2020 esse valor caiu para R$ 1.622. Já em junho deste ano, a média do primeiro investimento foi de R$ 352. 

“As pessoas estão investindo com valores menores, observamos, por exemplo, que o primeiro investimento mediano mensal encolheu para R$ 352, ante R$ 985 em 2020”, explica Felipe Paiva, diretor de Relacionamento e Pessoa Física da B3.

Entre os 104 mil investidores que entraram em junho deste ano, 42% entraram com investimentos ainda menores, na faixa de até R$ 200.

Ainda segundo o levantamento, um a cada dois investidores possuem mais de cinco ativos na carteira. Esses investidores são responsáveis por 71% do saldo total em custódia detido pelas PFs. 

Em 2016, 41% das pessoas físicas possuíam mais de um ativo. Já em 2021, esse valor é de 80%. Nos saldos até R$10 mil quase metade da base (48%) tem até 2 tickers em carteira

“Com mais opções de diversificação na carteira é possível se planejar para atravessar as oscilações do mercado rumo a novas fontes de rendimento”, explica Paiva.

As ações e os fundos imobiliários (FIIs) são os principais produtos de entrada desse investidor. No segundo trimestre de 2021, 26% das pessoas investiam em ações e fundos imobiliários (FIIs), 4% em ações e ETFs (fundos de índice), 1% em FIIs e ETFs e 8% em ações, FIIs e ETFs. 

Em 2016, 78% das pessoas físicas na Bolsa detinham somente ações. Em junho deste ano, o percentual caiu para 50%. O número de contas cadastradas na B3, chegou a 3,8 milhões no primeiro semestre de 2021. 

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