Notice: A função WP_Scripts::localize foi chamada incorretamente. O parâmetro
$l10n deve ser um array. Para passar um dado arbitrário para os scripts, use a função wp_add_inline_script() ao invés. Leia como Depurar o WordPress para mais informações. (Esta mensagem foi adicionada na versão 5.7.0.) in /var/www/vhosts/bmcnews.com.br/httpdocs/wp-includes/functions.php on line 6131Entre tantos minérios presentes na crosta terrestre, o nióbio ocupa um lugar discreto nas conversas do dia a dia, mas central na indústria moderna. É um metal que não aparece na prateleira de lojas, não é conhecido pela maioria da população, porém está por trás de tecnologias que sustentam transportes, energia, comunicação e até procedimentos médicos, e cujo fornecimento mundial é liderado pelo Brasil há anos.
O que é o nióbio e quais são suas principais características?
O nióbio é um metal de transição, extraído de minérios como a columbita-tantalita e o pirocloro, apresentando cor cinza prateada. É leve, resistente à corrosão, suporta altas temperaturas e conduz bem eletricidade e calor.
Usado quase sempre em ligas metálicas, especialmente em aços de alta resistência e baixa liga, o nióbio melhora a resistência mecânica sem aumentar muito o peso. Por isso, é essencial em estruturas que precisam ser fortes e leves, como veículos, pontes e equipamentos industriais.

Por que o nióbio brasileiro é tão importante para o mundo?
Estimativas indicam que cerca de 98% do nióbio comercializado no mundo provém do Brasil, principalmente de jazidas em Araxá (MG) e Catalão (GO). Além das grandes reservas, o país domina etapas que vão da mineração ao beneficiamento e produção de ligas.
Essa posição garante relevância estratégica ao Brasil em cadeias globais ligadas à defesa, tecnologia e infraestrutura. Em um cenário de disputa por materiais críticos, o nióbio fortalece o peso geopolítico brasileiro nas negociações internacionais.
Com mais de 409 mil visualizações, o canal Nerdologia apresenta como o nióbio foi descoberto:
Onde o nióbio é usado no cotidiano e na alta tecnologia?
Embora pouco conhecido pelo público, o nióbio está em equipamentos e estruturas essenciais da vida moderna, muitas vezes sem aparecer nos rótulos. Ele contribui para melhor desempenho, segurança e durabilidade em ambientes extremos.
Entre as principais aplicações práticas, o metal aparece em setores variados da economia, viabilizando desde meios de transporte avançados até dispositivos médicos sensíveis:
- Aeronaves e foguetes: ligas que suportam altas temperaturas em motores e estruturas.
- Setor de energia: turbinas, gasodutos e plataformas de petróleo mais resistentes.
- Construção civil: aços microligados que permitem estruturas mais leves e econômicas.
- Tecnologia da informação: componentes eletrônicos, baterias avançadas e cabos supercondutores.
- Medicina: implantes ortopédicos e dispositivos biocompatíveis de longa duração.
Por que o nióbio é considerado um recurso estratégico global?
O nióbio é estratégico porque é difícil de substituir em muitas aplicações de alto desempenho e porque suas reservas estão concentradas em poucos países. Setores aeroespacial, de defesa e de infraestrutura pesada dependem de suas propriedades únicas.
China, Estados Unidos, Japão e União Europeia monitoram de perto a oferta de nióbio, tratando seu acesso como questão de segurança nacional. Crescem também pesquisas em baterias, mobilidade elétrica e dispositivos supercondutores baseados nesse metal.
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Quais desafios e oportunidades o nióbio apresenta para o Brasil?
Apesar de ser líder em reservas e produção, o Brasil ainda exporta grande parte do nióbio como concentrado ou produto semiacabado. Isso reduz o valor agregado capturado internamente e limita o desenvolvimento tecnológico nacional.
Entre as oportunidades estão ampliar pesquisa e desenvolvimento, fortalecer a indústria de transformação, integrar cadeias produtivas regionais e garantir mineração sustentável, convertendo a vantagem geológica em ganhos econômicos e tecnológicos de longo prazo.

