O desembarque das novas composições no Porto de Santos marca o início físico de uma revolução na mobilidade paulista. A chegada das máquinas da CRRC concretiza o projeto que promete tirar milhares de carros da rodovia e devolver tempo de vida ao trabalhador.
O desembarque da modernidade

As imagens dos guindastes içando as locomotivas chinesas no cais santista simbolizam o fim de uma era de sucateamento. O consórcio C2 Mobilidade iniciou a importação do material rodante que operará no Eixo Norte, substituindo gradualmente a antiga frota da Série 7000 e preparando o terreno para o trem expresso.
Essa operação logística complexa é o primeiro passo tangível do contrato de concessão. Diferente de maquetes e promessas de papel, o aço e a tecnologia agora estão em solo brasileiro, prontos para testes de sinalização e rodagem nos trilhos da CPTM.
Tecnologia de ponta da CRRC
A CRRC, maior fabricante de trens do mundo, trouxe para o Brasil o que há de mais avançado em conforto ferroviário. As novas composições são equipadas com isolamento acústico superior, ar-condicionado inteligente e sistema de suspensão pneumática que elimina o “balanço” cansativo das viagens antigas.
Em termos de desempenho, esses trens foram projetados para alcançar velocidades operacionais de até 140 km/h no serviço expresso. Isso é fundamental para cumprir a promessa contratual de ligar a Barra Funda ao centro de Campinas em pouco mais de uma hora.
Para acompanhar um marco na logística marítima brasileira, selecionamos este registro do canal Porto de Santos BR. O vídeo mostra o momento histórico em que o porto recebeu, pela primeira vez, o navio MSC Natasha XIII, uma embarcação com impressionantes 366 metros de comprimento e capacidade para mais de 14,4 mil contêineres:
O cronograma da mudança
O passageiro, ansioso, precisa entender que a mudança ocorre em fases distintas. O serviço parador (TIM) receberá melhorias imediatas com a entrada desses trens, mas a via expressa segregada (TIC), que fará o trajeto rápido, exige obras civis pesadas de infraestrutura.
A previsão é que o serviço expresso completo esteja operando plenamente entre 2029 e 2031. Até lá, a introdução das novas máquinas servirá para aliviar a superlotação e melhorar a confiabilidade do sistema atual, reduzindo as falhas técnicas constantes.
Impacto econômico regional
A redução do tempo de viagem para 64 minutos criará um corredor de desenvolvimento imobiliário inédito. Cidades como Jundiaí, Louveira e Valinhos deixarão de ser “cidades-dormitório” distantes para se tornarem extensões viáveis da capital, atraindo novos moradores e empresas.
O mercado já precifica essa valorização, com construtoras lançando empreendimentos próximos às futuras estações.
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Valorização: Imóveis no raio de 1km das estações tendem a valorizar acima da média.
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Comércio: O fluxo rápido de pessoas impulsionará serviços locais.
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Emprego: Facilidade para empresas de Campinas contratarem talentos de São Paulo.
No vídeo a seguir, o perfil Social Vinhedo, com mais de 80 mil seguidores, fala um pouco sobre esse avanço no transporte:
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Integração metropolitana real
O projeto do Trem Intercidades não é apenas sobre velocidade, mas sobre a criação de uma megalópole conectada. Ao unir as duas maiores regiões metropolitanas do estado (São Paulo e Campinas), o sistema cria um mercado de trabalho unificado de mais de 30 milhões de pessoas.
Essa conexão ferroviária eficiente é a peça que faltava para a competitividade logística do estado. Ela retira a pressão das rodovias Anhanguera e Bandeirantes, permitindo que o transporte sobre pneus foque em cargas e trajetos curtos.
Compare o cenário atual com o futuro próximo do transporte:
🚄 A Revolução do Tempo
Tempo: 1h50 a 2h30
Trânsito imprevisível, pedágios caros.
Tempo: 64 Minutos
Horário fixo, wi-fi a bordo, sem trânsito.
Acompanhe o projeto na Secretaria de Transportes Metropolitanos.

