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No Egito, um homem luta sozinho para que uma arte de 200 anos não desapareça

Ryan Cardoso Por Ryan Cardoso
16/12/2025
Em ECONOMIA, ÚLTIMAS NOTÍCIAS

No coração do Cairo, no Egito, o artesão Sayed Hussein dedica seus dias a uma arte que o tempo quase esqueceu: a produção de azulejos de cimento artesanais. Em sua pequena oficina, ele e sua equipe lutam para preservar uma tradição do século XIX, um azulejo de cada vez.

Como são feitos os azulejos de cimento artesanais de Sayed?

O processo é uma dança de precisão e paciência, um ofício que Sayed Hussein aprendeu aos 12 anos com seu pai. Tudo começa com a preparação dos materiais, onde o cimento branco é peneirado e misturado a pigmentos até atingir a cor exata, uma especialidade de Sayed.

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Pessoas produzindo azulejo

Com estênceis que são suas ferramentas de trabalho há mais de 35 anos, ele despeja cada cor em seu devido lugar, camada por camada. Após a aplicação de uma cobertura de fixação, o molde segue para uma prensa hidráulica que solidifica a peça em segundos, um método que une força e delicadeza.

Etapas do processo manual:

  • Preparação e pigmentação do cimento.

  • Aplicação das cores com estênceis de metal.

  • Adição da camada de fixação (areia, cimento e calcário).

  • Prensagem hidráulica para solidificar o azulejo.

Por que esta arte centenária quase desapareceu?

A técnica floresceu no século XIX, mas enfrentou um forte declínio a partir dos anos 90, quando a cerâmica industrial e o mármore se tornaram populares no Egito, ameaçando diretamente o negócio de Sayed. A mudança de gosto do consumidor é um desafio constante para os mestres de ofícios tradicionais.

Além da concorrência, o alto custo dos materiais e o trabalho físico pesado afastaram as gerações mais novas da profissão. A dificuldade em manter ofícios manuais vivos é um desafio global, algo que no Brasil é monitorado por instituições como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Leia também: A engenharia genial que faz prédios balançarem para não desabar

É possível viver desta arte tradicional nos dias de hoje?

Apesar dos desafios, a oficina de Sayed Hussein prova que é possível. Com uma equipe de apenas dois funcionários, eles conseguem produzir até 150 azulejos por dia, demonstrando uma eficiência notável para um processo inteiramente manual.

A resiliência de seu negócio se deve à criação de designs mais acessíveis e ao valor único que o trabalho artesanal oferece. Nos últimos 40 anos, Sayed também oferece aprendizado gratuito a jovens artesãos, um esforço para garantir que a técnica não morra com ele, mas continue viva para as próximas gerações.

Para uma visão sobre a preservação de tradições artesanais milenares em face da modernidade, o canal Business Insider, que tem mais de 10,3 milhões de inscritos, apresenta uma história inspiradora. No vídeo a seguir, é mostrado como um artesão no Egito, Syied Hussein, mantém viva a técnica de mais de 200 anos de produção de ladrilhos de cimento artesanais, detalhando o minucioso processo e seu esforço para treinar novos aprendizes:

Qual a diferença entre o azulejo artesanal e o industrial?

A principal diferença está na alma do produto. Enquanto a produção industrial busca a perfeição e a uniformidade, os azulejos de cimento artesanais carregam a marca humana, com pequenas variações que tornam cada peça única. Essa exclusividade é cada vez mais valorizada na arquitetura e no design.

As tendências da construção civil, muitas vezes monitoradas por dados do IBGE sobre a indústria, mudam constantemente, mas há um movimento crescente de valorização do autêntico e do sustentável. O trabalho de Sayed se encaixa perfeitamente nessa busca por produtos com história e propósito.

Característica Azulejo Artesanal (Sayed Hussein) Azulejo Industrial (Cerâmica)
Processo 100% manual, peça por peça. Automatizado, em larga escala.
Material Base Cimento, areia, pigmentos naturais. Argila e esmaltes sintéticos.
Resultado Final Peças únicas com pequenas variações. Peças idênticas e padronizadas.

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