O fim do ar-condicionado tradicional ganha força com o Caeli One, um sistema francês que gasta até 80% menos energia elétrica. Essa inovação resfria as casas de forma silenciosa e sustentável, aliviando o bolso do brasileiro nos dias quentes sem usar gases tóxicos na rotina.
Como essa nova tecnologia francesa funciona na prática?
A startup Caeli Energie, criada no ano de 2020 na cidade de Grenoble, desenvolveu um sistema inovador e eficiente. O equipamento evapora a água dentro de um trocador de calor de cerâmica patenteado, absorvendo o calor do ar quente sem aumentar a umidade do seu quarto.
O aparelho atende espaços de 20 a 40 metros quadrados e entrega uma potência real de 2 kW. A grande sacada é que o modelo funciona totalmente sem compressor e sem unidade externa. Isso acaba de vez com aquele barulho chato e com a poluição visual na fachada da sua casa.

Quais são as vantagens para quem busca o fim do ar-condicionado tradicional?
O seu bolso agradece bastante a mudança, já que o consumo elétrico fica apenas entre 30W e 80W. O sistema gera até 16W de frio para cada watt gasto na tomada, entregando um COP de 16. Esse número de eficiência é cerca de cinco vezes maior do que os aparelhos convencionais que usamos hoje.
A tabela abaixo compara o desempenho das duas tecnologias de climatização.
| Característica | Sistema Caeli One | Ar-condicionado comum |
|---|---|---|
| Consumo elétrico | 30 a 80W | Alta demanda de energia |
| Eficiência (COP) | Grau 16 | Média entre 3 e 4 |
| Unidade externa | Não possui | Equipamento obrigatório |
| Gases tóxicos | Uso zero | Alto uso de refrigerantes |
O que o sistema exige de manutenção e consumo de água?
Como o funcionamento depende diretamente da evaporação, o equipamento precisa estar conectado à rede hidráulica da sua residência. O gasto de água é bem baixo para o tamanho do benefício, consumindo cerca de 1 metro cúbico durante quatro meses de uso contínuo.
A preservação do meio ambiente também é um ponto forte da marca de climatização. Na prática, um novo substituto do ar-condicionado já mostra que é super possível manter a casa gelada de forma limpa. O equipamento usa materiais reciclados e corta a pegada de carbono em 80% durante todo o seu ciclo de vida útil.

Quais são os principais desafios dessa novidade no mercado?
Nem tudo é totalmente perfeito no momento do lançamento, e o valor da máquina ainda pesa bastante no orçamento familiar. O preço do aparelho varia entre 2.500 e 3.200 euros com a instalação já inclusa na conta. Isso exige um investimento inicial alto por parte do cliente que deseja a inovação.
Abaixo, listamos os pontos de atenção que você precisa avaliar antes da compra.
- Preço elevado: O custo inicial afasta muitos clientes, mas a empresa prevê uma queda de 30% até 2030.
- Dependência de água: Você obrigatoriamente precisa de um ponto de água próximo para alimentar o sistema no dia a dia.
- Eficácia variável: O desempenho do resfriamento cai um pouco em cidades com a umidade do ar muito alta.
Quando o sistema chega de vez às casas dos brasileiros?
A expansão oficial para o Brasil está programada para o final de 2025, com foco em países quentes como a Índia e a Austrália. De acordo com os relatórios técnicos e as diretrizes globais da ASHRAE, o uso do resfriamento adiabático indireto é uma das grandes apostas da engenharia para reduzir o gasto de energia no mundo. Essa validação rigorosa garante que a máquina entrega bons resultados.
O lançamento comercial dessa linha para o público geral já aconteceu na Europa em junho de 2024. Com a ampliação firme das fábricas europeias até o ano de 2026, a tendência natural é que os custos de produção caiam rápido. Assim, o aparelho se torna uma opção bem mais acessível e viável para as famílias reduzirem a conta de luz.

