Pirenópolis, em Goiás, se consolidou como um destino que combina natureza preservada, patrimônio histórico e clima de cidade pequena, com ritmo mais tranquilo. Fundada no século XVIII durante o ciclo do ouro, a cidade reúne ruas de pedra, igrejas antigas e um conjunto arquitetônico que ajuda a contar a formação do interior do Brasil, ao mesmo tempo em que está cercada por cachoeiras e trilhas que atraem quem busca contato direto com o cerrado.
Por que Pirenópolis em Goiás deve entrar no seu roteiro de viagem?
Localizada a cerca de 150 quilômetros de Brasília e pouco mais de 300 quilômetros de Goiânia, Pirenópolis é ótima para escapadas de fim de semana. O centro histórico preservado, com casarões coloridos, varandas em madeira e fachadas simples, remete à colonização portuguesa e deixa o passeio bastante visual.
Essa mistura de paisagem natural e herança colonial faz do destino um dos mais conhecidos de Goiás para quem procura turismo fora dos grandes centros. A cidade histórica oferece tanto passeios culturais quanto experiências ao ar livre, atendendo perfis variados de viajantes.

Quando visitar Pirenópolis e como aproveitar suas cachoeiras?
A natureza é um dos principais atrativos de Pirenópolis, com cachoeiras de águas claras, trilhas em meio ao cerrado e mirantes naturais. Entre os locais mais conhecidos estão a Cachoeira do Abade, a Cachoeira do Lázaro e complexos que reúnem várias quedas em uma mesma área, muitos com estacionamento e lanchonete.
Entre maio e setembro, na seca, as trilhas estão mais firmes e o risco de tromba-d’água diminui; já de outubro a abril, as chuvas aumentam o volume de água e exigem mais atenção. Para aproveitar melhor os passeios de ecoturismo, é importante considerar nível das trilhas, equipamentos básicos e orientações de segurança.
Com 244 mil visualizações, o canal Estevam Pelo Mundo traz um vlog imersivo nas trilhas e cachoeiras da região:
Como organizar a mochila para trilhas em Pirenópolis?
Montar uma mochila prática e funcional é essencial para curtir as trilhas e cachoeiras com conforto e segurança. Itens simples fazem diferença no bem-estar ao longo do dia e ajudam a minimizar impactos ambientais nas áreas naturais visitadas.
Confira alguns itens que não podem faltar:
- Garrafa de água reutilizável para hidratação constante.
- Lanche leve, como frutas e barras de cereais.
- Tênis ou bota com boa aderência e roupa leve.
- Capa de chuva compacta em períodos chuvosos.
- Saco para lixo e cópia de documento pessoal.
Como é o centro histórico e a arquitetura colonial da cidade?
O centro histórico de Pirenópolis guarda casas térreas alinhadas às calçadas de pedra, com portas e janelas em madeira, muitas em cores fortes. Sobrados antigos foram adaptados para pousadas, cafés, ateliês e pequenas lojas, permitindo caminhar e observar detalhes arquitetônicos enquanto se explora o comércio local.
Entre os marcos religiosos, destaca-se a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, importante nas festas tradicionais. Outras capelas e visitas guiadas ajudam a contextualizar nomes de ruas, datas nas fachadas e transformações urbanas ao longo dos séculos.
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O que esperar das festas, gastronomia e hospedagem em Pirenópolis?
As Cavalhadas, realizadas em torno de Corpus Christi, recriam batalhas entre mouros e cristãos com cavaleiros e armaduras coloridas, atraindo moradores e visitantes. Ao longo do ano, procissões, festas juninas e eventos de música e artes visuais mantêm o centro histórico vivo e participativo.
A culinária valoriza ingredientes do cerrado, como pequi e baru, além de queijos, doces em compota e artesanato em cerâmica e tecelagem. A hospedagem vai de pousadas coloniais no centro a opções rurais e ecológicas, permitindo roteiros de 2 a 5 dias com combinação de história, trilhas, cachoeiras e experiências culturais.

