Considerada por muito tempo o mineral mais raro da Terra, a pedra Painita é uma gema de cor avermelhada que fascina colecionadores e cientistas. Com valores que podem atingir US$ 60 mil por quilate, ela já foi tão escassa que apenas dois exemplares eram conhecidos no mundo.
O que torna a pedra Painita tão valiosa e rara?
A raridade extrema é o principal fator de seu valor astronômico. Descoberta na década de 1950 pelo mineralogista britânico Arthur C.D. Pain, a gema permaneceu um mistério geológico por décadas, com pouquíssimos espécimes aptos para lapidação existindo globalmente.

Além da escassez, sua composição química é única, contendo cálcio, zircônio, boro, alumínio e oxigênio. A dificuldade de encontrar esses elementos combinados naturalmente na crosta terrestre é imensa, um tema de estudo constante para instituições como o Serviço Geológico do Brasil (CPRM).
Onde essa gema preciosa pode ser encontrada?
Durante muitos anos, a Painita foi encontrada exclusivamente em Mianmar (antiga Birmânia). A região de Mogok, famosa por seus rubis, foi o berço dos primeiros cristais descobertos, mantendo o monopólio dessa pedra por muito tempo.
Recentemente, novas jazidas foram localizadas na mesma região, aumentando ligeiramente a oferta, mas a qualidade de gema (transparente e lapidável) continua sendo extremamente difícil de achar. A maioria dos cristais encontrados é opaca e incompleta.
Características principais a seguir:
-
Cor: Vermelho-escuro a marrom-alaranjado.
-
Dureza: 8 na escala de Mohs (muito resistente).
-
Brilho: Vítreo.
-
Origem principal: Mianmar.
Como identificar uma pedra verdadeira?
Identificar uma Painita requer equipamentos gemológicos avançados, pois ela pode ser facilmente confundida com granadas ou rubis devido à sua cor. A análise de espectroscopia é essencial para confirmar a presença de sua assinatura química única.
Para conhecer os tesouros mais raros da geologia, selecionamos o conteúdo do canal Web Vídeos. Neste vídeo curto, os especialistas detalham visualmente as três pedras preciosas que superam o diamante em valor e raridade, revelando por que exemplares como a Jadeíta Imperial e o Berilo Vermelho são considerados verdadeiras lendas biológicas:
Para colecionadores, a certificação por laboratórios renomados é obrigatória. O mercado de pedras preciosas exige cautela e conhecimento técnico, algo regulamentado e fiscalizado no Brasil pela Agência Nacional de Mineração (ANM).
Vale a pena investir nessa pedra preciosa?
Como investimento, a Painita é voltada para um nicho de altíssimo padrão e colecionismo. Diferente do ouro ou diamante, que possuem liquidez global imediata, vender uma gema tão rara pode levar tempo e exigir leilões especializados.
No entanto, sua valorização histórica é inegável. Ter um exemplar é possuir um pedaço da história geológica que já foi considerado o “Santo Graal” dos minerais. A tabela abaixo compara seu valor com o diamante.
| Gema | Preço Médio por Quilate (Alta Qualidade) | Raridade |
| Painita | Até US$ 60.000 | Extremamente Alta |
| Diamante | US$ 15.000 a US$ 20.000 | Média (comum no mercado) |
| Rubi | US$ 15.000 a US$ 30.000 | Alta |
