O abono de permanência, um benefício concedido a quem opta por continuar trabalhando mesmo tendo idade para a aposentadoria, é recebido por um em cada dez servidores públicos federais. Segundo o Painel Estatístico de Pessoal do governo federal, 11,6% dos trabalhadores do setor público federal se encontram nessa situação.
As mudanças na aposentadoria dos servidores públicos

Com as alterações da reforma da Previdência de 2019, servidores já no cargo tiveram a opção de transição para as novas regras. O cálculo da aposentadoria levou em consideração o salário médio de todas as contribuições desde julho de 1994. Os que entraram no serviço público após fevereiro de 2013 ou aderiram à previdência complementar terão seus vencimentos limitados ao teto do INSS.
Por que os servidores optam pelo abono?
Os motivos que levam ao desejo de permanecer na ativa variam entre a sensação de ainda se sentir apto a trabalhar e o desejo de manter a renda. Com o abono, o profissional recebe mensalmente um valor igual ao de sua contribuição previdenciária.
Setores com maior incidência do abono
Dentro do setor público, o Ministério da Educação é o que possui a maior parcela de funcionários que recebem o benefício, chegando a 34%. Esse índice é puxado pelos profissionais de universidades e institutos federais. Em segundo lugar está o Ministério da Saúde, com 22% de seus funcionários recebendo o abono.
Redução do número de beneficiários
Apesar do incentivo do governo, após a reforma da Previdência em 2019, houve uma redução de 16% no número de servidores que recebem este benefício. Em dezembro de 2020, quase 79 mil recebiam o abono, já no mesmo mês do ano passado esse número era de 66 mil.
Previdência Complementar surge como alternativa
Com as novas regras previdenciárias, muitos servidores públicos têm optado pela previdência complementar para manter a média salarial, enquanto outros decidem permanecer na ativa. No entanto, os especialistas alertam para a importância do planejamento previdenciário para se evitar frustrações futuras.

