A Petrobras anunciou que, a partir desta segunda-feira (27), irá reduzir em 5,2% os preços de venda da gasolina A para as distribuidoras. Com a mudança, o preço médio praticado pela estatal passará a ser de R$ 2,57 por litro, o que representa uma queda de R$ 0,14 por litro em relação ao valor anterior.
Segundo a companhia, a medida faz parte da política de revisão periódica de preços e reflete as condições atuais do mercado.
Desde dezembro de 2022, a Petrobras já acumula uma redução total de R$ 0,50 por litro no preço da gasolina vendida às distribuidoras. Considerando a inflação do período, a estatal afirma que a queda real acumulada é de 26,9%.
Além da gasolina: Diesel permanece sem alteração
No caso do diesel, a Petrobras informou que não haverá mudança nos preços neste momento. Ainda assim, a companhia destaca que, desde dezembro de 2022, o combustível já registra uma redução acumulada real de 36,3%, considerando a inflação.
A estatal não detalhou se há previsão de novos ajustes para o diesel nas próximas semanas.
Análise dos economistas
Para Leonardo Costa do ASA, a redução anunciada pela Petrobras deve gerar um impacto de cerca de -6 pontos-base no IPCA, concentrado principalmente na leitura de fevereiro. Com isso, a casa revisou sua projeção para a inflação do mês de 0,51% para 0,45%.
“No acumulado de 2026, no entanto, a estimativa segue em 4,0%, já que o cenário-base da instituição já incorporava uma trajetória de queda nos preços dos combustíveis ao longo do ano, limitando o efeito estrutural do corte sobre a dinâmica inflacionária“, destaca.
Já Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos, destaca que o movimento não chega a surpreender o mercado. Segundo ele, os preços da gasolina já estavam defasados e havia espaço para o ajuste há algumas semanas, o que fez com que o corte já estivesse amplamente precificado nas projeções.
“A gasolina já estava defasada. Tinha espaço para cortar mesmo há algumas semanas. Então o mercado já colocava isso na conta”, afirma, destacando que o impacto tende a ser mais técnico do que capaz de alterar de forma relevante as expectativas para inflação ou política monetária.













