BM&C NEWS
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA
Sem resultado
Veja todos os resultados
BM&C NEWS
Sem resultado
Veja todos os resultados

O encontro de titãs

Marcus Vinícius de Freitas Por Marcus Vinícius de Freitas
11/04/2023
Em OPINIÃO
Presidente da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Jinping
Presidente da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Jinping – Foto: Reprodução Twitter/RFI Brasil

Ao dirigir-se a Moscou ns últimos dias, o presidente chinês, Xi Jinping, reencontrou-se com um velho amigo, o presidente Vladimir Putin, pela quadragésima vez. Na pauta de conversa, uma série de medidas para auxiliar a Rússia a navegar pelo momento da guerra na Ucrânia e a sobreviver em meio às inúmeras sanções impostas pelos países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). A questão do suprimento de armas por parte da China à Rússia permanece em suspenso. A China avalia que pode perder mais do que ganhar se optar por esta estratégia, uma vez que confrontaria também o Ocidente e muitos de seus principais clientes.

O fato é que a postura da China tem sido consistente em sua política externa. O país asiático apresentou recentemente uma cartilha sobre os pontos principais de uma negociação de paz entre Kiev e Moscou, defendendo o direito internacional, a não intervenção, a preservação territorial, mas também a não interferência de terceiros países e a necessidade de abandonar-se a mentalidade de guerra fria que impera no Ocidente quanto ao processo de ascensão da China. Neste aspecto, a declaração chinesa afirma que: “A segurança de um país não deve ser buscada às custas de outros. A segurança de uma região não deve ser alcançada pelo fortalecimento ou expansão de blocos militares. Os legítimos interesses e preocupações de segurança de todos os países devem ser levados a sério e tratados adequadamente. Não existe solução simples para um problema complexo.” Com isto a mensagem chinesa é muito clara: não se trata, de fato de uma guerra da Rússia contra a Ucrânia mas da Rússía contra o expansionismo da OTAN.

Neste sentido, os chineses têm argumentado que esse expansionismo da OTAN pretende alcançar até mesmo a Ásia, com a construção de parcerias com a Coreia do Sul, por exemplo. A organização que era para ter encerrado atividades após o colapso da União Soviética pretende transformar-se numa aliança militar contra Rússia e China.

Beijing reconhece a legitimidade nas questões de segurança constantemente levantadas pela Rússia. Ainda assim, Beijing tem tido a capacidade de manter-se distante do conflito para preservar seu status de eventual mediadora do processo de paz. Neste sentido, o recente e bem-sucedido acordo entre sauditas e iranianos fortaleceu a diplomacia chinesa em seu posicionamento como potência mediadora.

A quem alegar que a China não tem sido imparcial, basta relembrar que até o momento o país tem-se mantido distante do conflito. Uma das razões – há que se recordar – é que a campanha militar russa sobre a Ucrânia rompeu dos um dos princípios mais queridos pela China: a não-intervenção nos assuntos domésticos de outro país. Conciliar este compromisso histórico ao princípio da não intervenção com a amizade com Moscou é uma linha complexa e difícil. A China também pode observar, no processo, que a atuação de Putin, de alguma forma, fortaleceu, ainda que temporariamente, uma resposta consolidada do Ocidente e revitalizou uma organização como a OTAN, que Emmanuel Macron afirmou morta cerebralmente.

Leia Mais

Frota de drones operando rotas aéreas sobre a cidade de Shenzhen para entregas rápidas

Rodovias nos céus de Shenzhen: gigante chinesa fundada a 16 anos opera drones que entregam em 15 minutos, ignoram o trânsito caótico e agora mira o Brasil para revolucionar a logística

12 de fevereiro de 2026
O paraíso perdido a 1500 metros de altitude (imagem ilustrativa)

A montanha sagrada onde escadas rolantes levam você até as nuvens

12 de fevereiro de 2026

A viagem de Xi Jinping a Moscou retratou a neutralidade chinesa no conflito e, de fato, uma atuação responsável na busca da paz em contraste com os Estados Unidos, belicosos e interessados em seguir alimentando o conflito, que se transformou, de fato, numa guerra por procuração entre China, Rússia e Estados Unidos, travada violentamente no território e com o sofrimento do povo ucraniano.  A China ainda reafirmou, baseada num antigo provérbio chinês – “antes de se preparar para melhorar o mundo, primeiro olhe ao redor de sua própria casa três vezes para administrar os assuntos globais – ser necessário que a casa esteja em ordem e os assuntos domésticos sejam bem administrados. Este recado foi dado a Washington num documento divulgado pelo governo chinês sobre o “Estado da Democracia nos Estados Unidos” demonstrando várias inconsistências, incoerências e falhas na governança norte-americana.

Apesar de o Ocidente observar com cinismo o encontro, a expectativa, particularmente do Sul Global, era enorme quanto aos seus resultados. O Sul Global tem sido muito prejudicado pela inflação e instabilidade geradas pela Guerra na Ucrânia. Neste sentido, Estados Unidos e Rússia contribuem igualmente para a manutenção do cenário de instabilidade. Para os Estados Unidos, em particular, a Guerra na Ucrânia representa a manutenção do status quo, renovados gastos militares globais e a preservação da hegemonia. O risco desta aposta é extremamente elevado, a ponto de muitos afirmarem que a vitória da Ucrânia pode representar para os Estados Unidos aquilo que a crise do Canal de Suez significou para o Império Britânico: o seu ocaso.

A mensagem de Moscou na semana passada, no entanto, foi muito clara: as cartas do tabuleiro global não são mais decididas exclusivamente em Washington, DC, Londres e Paris. Até porque o acúmulo de erros derivados de decisões equivocadas criou situações complicadíssimas como a Líbia, Síria e, a pior de todas, o Iraque, onde uma guerra injustificada, há 20 anos, baseada na falsa premissa de armas de destruição em massa jogaram um país já extremamente deteriorado por uma longa guerra contra o Irã num poço difícil de recuperação.

A unipolaridade representada pela Pax Americana terminou na semana passada. O mundo definitivamente voltou a ser bipolar novamente, diferentemente daquele de União Soviética e Estados Unidos, até porque a relação entre China e Estados Unidos é repleta de peculiariedades, interdependência e vínculos econômicos intensos. A sorte está lançada. O caminho será tortuoso.

*Marcus Vinícius De Freitas é professor Visitante da China Foreign Affairs University e Senior Fellow daPolicy Center for the New South

Alta do aluguel: IVAR avança 0,65% em janeiro

Novo SUV da Nissan é o mais barato do Brasil e anima a todos fazendo mais de 14 km/l, sendo perfeito para quem busca espaço e conforto

Com torres de 318 metros e um vão livre recorde de 2.023 metros, a maior ponte suspensa do mundo na Turquia virou o maior marco da engenharia ao unir dois continentes sobre o mar em tempo recorde

Cosan e Shell vão aportar capital na Raízen para enfrentar endividamento, diz CEO

Com capacidade para 74.475 torcedores e sua icônica pista de atletismo azul, o estádio de 1936 em Berlim tornou-se um marco da história e do esporte

Nas profundezas do planeta, a 4 km de profundidade: com rochas que passam de 60°C e pressão esmagadora, a Mina Mponeng revela como 6 mil trabalhadores sobrevivem no ponto mais baixo da crosta terrestre para extrair 10 toneladas de metal precioso por ano

COPYRIGHT © 2025 BM&C NEWS. TODO OS DIREITOS RESERVADOS.

Bem-vindo!

Faça login na conta

Lembrar senha

Retrieve your password

Insira os detalhes para redefinir a senha

Conectar

Adicionar nova lista de reprodução

Sem resultado
Veja todos os resultados
  • AO VIVO 🔴
  • MERCADOS
  • ECONOMIA
  • POLÍTICA

COPYRIGHT © 2025 BM&C NEWS. TODO OS DIREITOS RESERVADOS.