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Ibrahim Sued: um dos maiores repórteres do jornalismo brasileiro

Memórias pessoais e bastidores das redações ajudam a revelar o verdadeiro Ibrahim Sued

Aluizio Falcão Filho Por Aluizio Falcão Filho
12/01/2026
Em Aluizio Falcão Filho

Cresci em São Paulo vendo o colunista Ibrahim Sued na televisão e, mesmo pequeno, percebia que ele cometia alguns tropeços no português. O comediante Agildo Ribeiro adorava imitar essas trapalhadas e tinha um quadro inspirado no “Turco”, como ele era conhecido entre os jornalistas cariocas. Uma frase famosa de Agildo, travestido de Ibrahim, era: “Os ‘pessoal’ vai lá diariamente às ‘terça’ e quintas”.

Quando comecei a ler o jornal “O Globo”, ainda nos anos 1980, passava direto por sua coluna diária sem pousar os olhos. Mas mudei de ideia depois de um fechamento da revista Veja que varou a madrugada – quando, nós, repórteres, tínhamos de esperar a finalização das matérias até altas horas. Havia tempo ocioso entre entregar o texto e o artigo ser encaminhado à gráfica. Por isso, muitos de nós conversavam no corredor que cruzava o sexto andar do prédio da Editora Abril na marginal do rio Tietê, em São Paulo.

O sono ia embora completamente quando Elio Gaspari juntava-se ao grupo. Diretor-adjunto de redação naquela fase da revista, Elio sempre tinha uma história mesmerizante para contar. E, em uma dessas ocasiões, disse que tinha trabalhado com Ibrahim Sued, ajudando-o a apurar as notas de sua coluna social. Ele, então, falou algo que me surpreendeu: considerava Ibrahim um dos maiores repórteres com quem trabalhara.

Ver alguém da estatura profissional de Elio Gaspari elogiando aquele sujeito folclórico que falava sobre os ricos e famosos na TV me intrigou. Depois disso, passei a acompanhar diariamente o que escrevia Ibrahim. E pude conferir que Elio, como sempre, tinha razão. Aquele colunista social, que já passara dos 60 anos de idade, realmente sabia das coisas.

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Nesta semana que passou, soube do falecimento de Sinval Itacarambi Leão, co-fundador da revista Imprensa, e fui dar uma olhada na coleção desta publicação, que foi até a década de 1990 muito popular nas redações. Pois a edição de número 9 estampava como personagem de capa o próprio Ibrahim.

Ao ler a matéria, fiquei sabendo que ele havia livrado alguns amigos da cadeia durante da ditadura militar: o próprio Elio e o escritor Antonio Callado. E que outros nomes importantes do jornalismo tinham trabalhado em sua coluna, como um jovem Ricardo Boechat. O próprio Boechat é quem melhor, na reportagem, definiu a trajetória de Ibrahim, de repórter fotográfico (de seções policiais) ao posto de maior colunista social do Brasil. “Ele comeu muito sal antes até chegar a todo esse caviar”, comparou.

Morreu aos 71 anos, em 1995, e o centenário de seu nascimento ocorreu em 23 de junho. Era admirado, temido e odiado por muitos. Mas sempre foi considerado leal e generoso com os amigos e com os colaboradores mais próximos.

Em sua coluna, o “Turco” ainda criou expressões impagáveis – algumas das quais sobrevivem até hoje:

+ “Bomba! Bomba! Bomba!” – era o que ele dizia (ou escrevia) quando tinha um furo de reportagem.

+ “Café Society” – quando algo era o cúmulo da sofisticação.

+ “Cavalo não desce escada” – aviso para tomar cuidado.

+ “Caixa alta” – pessoa muito rica.

+ “De leve” – com calma.

+ “Geração pão com cocada” – juventude bonita. Os meninos eram os pães e as meninas desfilavam um bronzeado semelhante à cor do doce de coco.

+ “Locomotiva” – socialite que comanda festas e acontecimentos (o termo virou nome de novela da Globo em 1977).

+ “Pantera” – mulher linda.

+ “Sorry, periferia” – cutucada que dava nos inimigos quando confirmava um furo de reportagem.

+ “Su” – um sucesso.

Mas a minha expressão favorita é justamente aquela com a qual eu encerro esse texto: “Ademã, que eu vou em frente”.

*As opiniões transmitidas pelo colunista são de responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, a opinião da BM&C News.

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