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Corrupção, um fenômeno que transcende ideologias

Aluizio Falcão Filho Por Aluizio Falcão Filho
22/12/2025
Em Aluizio Falcão Filho

Direita e esquerda, nos últimos tempos, têm mostrado alguns pontos de convergência. Os dois lados, por exemplo, estão insatisfeitos igualmente com a gestão de Hugo Motta à frente da mesa diretora da Câmara. Estes dois extremos, também, se alinharam para tentar destituir a Enel como concessionária de energia elétrica para a cidade de São Paulo e meias 23 regiões. Por fim, ultimamente, pode-se perceber que a corrupção é um fenômeno que assola tanto direitistas como esquerdistas.

Durante muito tempo, o PT e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram sinônimos de desvio de recursos em decorrência das investigações da Operação Lava Jato, embora outros políticos e partidos estivessem envolvidos até o pescoço na esquemão que drenava bilhões em recursos da Petrobras. Este mesmo cenário se repete no maior exemplo de maracutaia envolvendo dinheiro público do passado recente: o escândalo de desvios nos benefícios pagos pelo INSS.

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Mais uma vez, temos uma frente pluripartidária em torno de uma tramoia corrupta. Neste escândalo hediondo, os envolvidos eram uma gangue que replicava uma espécie de Robin Hood às avessas: eles tiravam dinheiro dos pobres para dar aos ricos.

Mesmo existindo a participação de políticos de várias matizes ideológicas, chamou a atenção que o irmão do presidente Lula fosse vice-presidente de um sindicato que estaria no centro das acusações. Nas últimas semanas, porém, outro nome da família presidencial ganhou as manchetes: Fabio Luis da Silva, filho de Lula, conhecido por todos como “Lulinha”.

A suspeita é de que Fábio tenha sido o beneficiado de uma mesada de R$ 300.000,00 mensais, que passaria pelas contas de uma empresária de São Paulo até chegar ao destino final. A desconfiança aumentou quando veio a notícia de que Lulinha e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS” (imagem), estavam no mesmo voo para Lisboa, separados na classe executiva por algumas fileiras.

Não há, por enquanto, provas. Mas existem indícios muito fortes. Também como surgiram sinais contundentes de que alguma coisa está errada na apreensão feita pela Polícia Federal, na semana passada: R$ 430.000, 00 em espécie foram encontrados na casa do deputado Sóstenes Cavalcanti, do PL, um dos maiores defensores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O parlamentar apresentou algumas explicações para justificar a origem do dinheiro: afirmou que o valor seria fruto da venda recente de um imóvel e que o comprador pagou em espécie; disse que não depositou o montante por “lapso”; e pela correria de sua agenda, declarou que guardou o dinheiro no armário por descuido. Ainda argumentou que as cédulas apreendidas estavam lacradas, isto é, permaneciam nos maços originais do banco, como prova de origem lícita; além disso, classificou a operação como perseguição política a opositores do governo.

As justificativas, convenhamos, estão ainda longe de serem convincentes, especialmente a do “lapso”. Mas, neste momento, não se pode apontar uma prova cabal contra o deputado. De qualquer forma, é um caso esquisito. Muito esquisito.

A expressão “power corrupts and absolute power corrupts absolutely” (“poder corrompe e poder absoluto corrompe absolutamente”) foi cunhada pelo historiador britânico John Dalberg Acton em uma carta privada de 3 de abril de 1887 ao bispo Mandell Creighton. Nela, Acton criticava a leniência com a qual abusos cometidos por líderes poderosos eram julgados, argumentando que o poder degrada a moralidade humana e sua forma absoluta a destrói por completo, transformando grandes homens em maus atores. Esse conceito encontra suas raízes em pensadores como Maquiavel, que via o poder sem freios como corrosivo para repúblicas e monarquias.

Popularizada após a publicação póstuma das cartas de Acton em 1907, a frase influenciou discursos políticos de Woodrow Wilson a Ronald Reagan. Trata-se de uma sentença que captura a verdade sobre a natureza humana: sem instituições que equilibrem ambições, o poder pode revelar e amplificar a desonestidade. E, neste caso, essa capacidade está acima de qualquer ideologia ou conchavo político.

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