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Como libertar a memória dos momentos ruins da vida?

Uma reflexão sobre memória emocional, dor e aprendizado a partir de experiências pessoais e do cinema.

Aluizio Falcão FilhoPor Aluizio Falcão Filho
13/01/2026

Há tristezas e mágoas que ficam mais marcadas na memória do que os momentos de felicidade – pelo menos, é o que acontece comigo. Isso sempre me intrigou. Não sou uma pessoa depressiva, pelo contrário. Se algum tipo de melancolia toma conta de mim, fico irritado e acabo afastando qualquer tristeza de minha mente.

Mas, com alguma frequência, me recordo de situações que me chatearam no passado. Em algumas ocasiões, afasto os pensamentos ruins da minha cabeça; em outras, mergulho neles e tento encontrar algum ensinamento dentro daquilo que me machucou.

Quando lembro dessas situações, experimento uma sensação estranha: é como se aquela pessoa não fosse eu. Às vezes, o que ocorreu muitos anos atrás parece ter acontecido com outro Aluizio. Esse distanciamento acaba sendo bastante benéfico: me dá uma certa tranquilidade para refletir sobre o que passou e não deixar o rancor tomar conta de mim.

Esses pensamentos surgiram ontem após um almoço divertido com amigos, durante o qual um deles disse que algumas viagens estão registradas na cabeça dele ao lado de momentos como o nascimento de seus filhos – e que ele fazia questão de trazer para o plano físico essas lembranças. Como ele faz isso? Geralmente comprando garrafas de vinho do lugar no qual essas lembranças magníficas foram geradas.

Essa narrativa me levou, algumas horas mais tarde, a uma reflexão: eu me recordo dos momentos felizes geralmente em meio a conversas e em situações agradáveis. Mas sou acossado, volta e meia, por lembranças ruins quando estou sozinho. E, sobre dar uma simbologia física ao passado, me lembrei (ôpa!) de um filme dos anos 1990, chamado “Com Mérito” (“With Honors”).

Essa película mostra a inusitada amizade entre um estudante de Harvard (Brendan Fraser) e um sem-teto (Joe Pesci). Em um determinado momento, Monty, o personagem de Fraser, percebe que Simon (Pesci) carrega algumas pedras consigo e pergunta o porquê daquilo. Simon desconversa – mas o motivo é revelado um pouco depois, quando o estudante o leva para um reencontro com o filho.

O sem-teto é rejeitado por sua família e, quando o filho bate a porta na sua cara, ele baixa o rosto e vê uma rocha preta. Então, se abaixa, pega a pedra e a coloca no bolso. É como se aquele pedaço de mineral fosse representar a dor sentida naquele instante.

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Trata-se de um filme que fez pouco sucesso – mas teve a participação de um grande escritor e roteirista americano, Gore Vidal, que faz o papel do professor universitário Pitkannan. Há uma cena impressionante (imagem), na qual o docente discute com o vagabundo sobre a Constituição. Ocorre, então, o seguinte diálogo:

Simon: O senhor fez a pergunta, então me deixe respondê-la. A beleza da Constituição é que ela pode sempre ser modificada. A beleza da Constituição é que ela não estabelece nenhuma lei definitiva, exceto a fé na sabedoria das pessoas comuns para se governarem.

Pitkannan: Fé na sabedoria do povo é exatamente o que torna a Constituição incompleta e grosseira.

Simon: Grosseira? Não, senhor. Nossos “pais fundadores” eram fazendeiros pomposos, brancos e de meia-idade, mas também eram grandes homens. Porque sabiam algo que todo grande homem deveria saber: que não sabiam tudo. Claro que cometeriam erros, mas garantiram que houvesse um jeito de corrigi-los. O presidente não é um “rei eleito”, não importa quantas bombas ele possa lançar. Porque a Constituição “grosseira” não confia nele.

Voltando a Simon e a sua mania de colecionar pedras. Por que esse personagem me marcou? A razão: talvez todos nós, de alguma forma, carreguemos nossas próprias pedras. Não no bolso, como Simon, mas na memória, no corpo, na maneira como reagimos ao mundo. São fragmentos de dor que, mesmo quando não queremos, nos acompanham — silenciosos, pesados e invisíveis para os outros.

E talvez o mais curioso seja que, ao reconhecê-los, ao dar-lhes forma e nome, conseguimos transformá-los em algo mais: em aprendizado, em arte, em empatia. A pedra (imaginária ou física) pode ser também um importante alicerce para a mudança.

Talvez seja por isso que os momentos felizes se revelem com mais clareza quando estamos cercados de afeto, enquanto as mágoas nos visitam na solidão. A alegria parece precisar de testemunhas, enquanto a dor se acomoda melhor no silêncio. Mas se há beleza nisso tudo, ela está na capacidade de olhar para trás com alguma ternura — mesmo para os episódios que nos feriram. Como o personagem Simon, podemos recolher nossas pedras e, ao invés de deixá-las nos endurecer, usá-las para construir pontes entre o que fomos e o que ainda podemos ser.

*As opiniões transmitidas pelo colunista são de responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, a opinião da BM&C News.

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