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A Cúpula de Hiroshima

Marcus Vinícius de Freitas Por Marcus Vinícius de Freitas
22/05/2023
Em OPINIÃO

Fundado em 1975, no esteio da primeira crise do petróleo, o G7, que reúne o grupo das grandes democracias ricas – Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido – realizará sua Cúpula anual em Hiroshima, no Japão, de 19 a 21 de maio.

A liderança rotativa do G7 desta vez recai sobre o Japão, que estabeleceu algumas prioridades para discussão: sustentar a ordem internacional baseada no estado direito, particularmente quanto aos desafios impostos pela invasão russa do território ucraniano, e fortalecer o relacionamento do bloco com o Sul Global. Os dois objetivos parecem ter nome e endereço: no primeiro caso, a Rússia. E no segundo, diluir a relevância da China em sua atuação, particularmente focada no Sul Global, onde o país é, certamente, o maior parceiro comercial.

Além disso, haverá discussões sobre as sanções à Rússia em razão da Guerra na Ucrânia, o comércio mundial e também a questão dos valores democráticos. A Cúpula pretende, também, abordar, noutra provocação à China, a cooperação no chamado Indo-Pacífico, no sentido de fortalecer a presença norte-americana na região e conter o avanço chinês. Ao contar com participação do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, que, posteriormente, participará, em 24 de maio, da reunião do Dialógo de Segurança Quadrilateral (conhecido como Quad) – que reúne Austrália, Estados Unidos, Índia e Japão – o objetivo norte-americano é claro no sentido de incluir a Índia – muitas vezes reticente a respeito no posicionamento quanto à China – na contenção do gigante asiático.

Pretende-se, ainda, em razão do lugar histórico em que ocorre – Hiroshima, que sofreu, junto com Nagasaki, do flagelo nuclear – incentivar o desarmamento e a não-proliferação de armas nucleares, um tópico sempre relevante da agenda de política externa do Japão. No cenário econômico, o G7, no tocante às cadeias globais de suprimento, enfatizará ideias como near-shoring (produção próxima aos locais de consumo) e friendly-shoring (produção em países amigos), novamente, numa postura crítica à China, por causa da pandemia da Covid-19, e Rússia, devido à Guerra na Ucrânia.

Não há dúvida que a pauta climática fará parte das discussões. Ela tem, no entanto, sido afetada, particularmente em razão da insegurança energética gerada pela Guerra na Ucrânia e a ampliação do uso de combustíveis fósseis diante do desabastecimento causado pelas sanções impostas à Rússia.

Com a declaração do fim da pandemia da Covid-19 pela Organização Mundial do Comércio, em 5 de maio deste ano, um item fundamental a ser discutido será a construção de estruturas resilientes para prevenção, preparação e capacidade de resposta a futuras pandemias .O G7, que já foi extremamente importante, tem visto seu peso econômico e político cair substancialmente nos últimos anos. O G20, que inclui várias potências não-ocidentais, tem, de fato maior representatividade e poderio econômico. O BRICS – que reúne África do Sul, Brasil, Rússia, Índia, China – também vem assumindo uma relevância cada vez maior diante da enorme necessidade de reorganização da governança global.

A Cúpula, contará com a sétima participação do Presidente Lula da Silva. A dificuldade que Lula da Silva enfrentará, certamente, estará associada à sua postura dúbia sobre a Guerra na Ucrânia. Ele será questionado, indubitavelmente, quanto à posição do Brasil no conflito. A posição definida pelo governo anterior – diante do interesse nacional – ainda parece a mais acertada. O temor é que, para acomodação política por pressão, Lula da Silva abandone o posicionamento atual e gere dúvidas ainda maiores quanto à consistência de sua atuação internacional da diplomacia brasileira.

O G7 tampouco possui o mesmo tipo de poder ou influência do passado. O momento global é diferente e inexiste, de fato, uma coesão quanto ao papel que o Ocidente deverá desempenhar nos próximos anos. O momento unipolar que o mundo vivenciou após o colapso da União Soviética foi encerrado pela ascensão de uma China, agora muito mais assertiva. A pandemia da Covid-19 revelou o declínio do poder relativo do Ocidente, sua inabilidade em tratar de uma questão sanitária de maneira racional, o distanciamento de parceiros históricos, como Europa e Estados Unidos, além da fragilidade da economia global. Não fosse a Guerra na Ucrânia para restaurar alguns destes laços históricos, o afastamento seria ainda mais abissal.

O fato é que, já há algum tempo que o Ocidente, principalmente o G7, não tem lutado contra os inimigos reais da humanidade – miséria, fome, analfabetismo, poluição e degradação ambiental – mas tem-se dedicado a uma radicalização ideológica sem sentido, abandono de uma ação coletiva na erradicação destes inimigos e a preservação do status quo. O mundo, atualmente, enfrenta problemas como 800 milhões de estudantes desqualificados entrando no mercado de trabalho e 400 milhões de crianças, abaixo de onze anos de idade, que não sabem ler. Os governos, ao invés de adotarem medidas de maior inclusão digital, pouco fizeram, estabelecendo uma nova linha de divisão nas sociedades: os digitalmente ricos e os pobres. A Cúpula do G7 somente alcançará êxito se, de fato, os países mais ricos se comprometerem a contribuir substancialmente – e com ousadia – para o crescimento econômico global.

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O maior desafio desta Cúpula do G7 será garantir que não seja transformada em mais um foro de críticas à China e ao seu processo de ascensão, uma repetição de críticas à Rússia sem busca de uma solução definitiva ao conflito russo-ucraniano, e a tentativa de restaurar uma nova Guerra Fria. Ao buscar-se, principalmente, a contenção à China e Rússia, o sucesso da Cúpula parece já estar comprometido.

Harry S. Truman afirmou certa vez: “Os homens fazem história e não o contrário. Em períodos em que não há liderança, a sociedade fica parada. O progresso ocorre quando líderes corajosos e habilidosos aproveitam a oportunidade para mudar as coisas para melhor.” Eis o grande desafio desta Cúpula de Hiroshima.

*Marcus Vinicius de Freitas é professor Visitante da China Foreign Affairs University

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