O resultado da Caixa Econômica Federal no quarto trimestre registrou lucro líquido recorrente de R$ 2,77 bilhões, uma queda de 39,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo relatório da administração divulgado pelo banco estatal.
Apesar da retração no lucro, o banco apresentou avanço em indicadores operacionais. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) recorrente ficou em 10,67%, alta de 0,24 ponto percentual em 12 meses. Já a margem financeira alcançou R$ 17,5 bilhões, crescimento de 7,4% na comparação anual.
Resultado da Caixa: carteira de crédito cresce e chega a R$ 1,378 trilhão
A carteira de crédito da Caixa encerrou o ano em R$ 1,378 trilhão, com expansão de 11,5% em relação ao ano anterior.
Entre os principais segmentos, o crescimento foi observado em:
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Financiamento imobiliário: alta de 13,0%
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Crédito comercial para pessoa jurídica: avanço de 14,2%
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Crédito comercial para pessoa física: crescimento de 13,4%
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Saneamento e infraestrutura: alta de 1,0%
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Agronegócio: aumento de 0,6%
O financiamento imobiliário segue como uma das principais frentes de atuação da instituição no crédito.
Inadimplência avança em alguns segmentos
O índice de inadimplência acima de 90 dias da Caixa ficou em 3,07%, acima do nível de 1,97% registrado um ano antes e ligeiramente superior aos 3,01% observados no trimestre anterior.
Por segmento, os números mostram comportamentos distintos:
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Crédito imobiliário: 1,18%, com leve queda frente ao trimestre anterior
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Pessoa física: 6,02%
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Pessoa jurídica: 12,13%, quase o dobro do nível anterior
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Agronegócio: 14,09%
Provisões para perdas aumentam
As provisões para créditos de liquidação duvidosa somaram R$ 5,36 bilhões no trimestre.
O valor representa:
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alta de 14,6% em relação ao mesmo período do ano anterior
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crescimento de 5,6% na comparação trimestral
O aumento das provisões ocorre em meio à elevação da inadimplência em alguns segmentos da carteira de crédito.
Resultado da Caixa: Receitas de serviços e eficiência operacional
As receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias somaram R$ 7,5 bilhões, com alta de 1,5% na comparação anual.
Já as despesas administrativas chegaram a R$ 12,77 bilhões, avanço de 7,9%.
O índice de eficiência operacional recorrente ficou em 53,61%, abaixo dos 55,74% registrados um ano antes, indicando melhora na relação entre despesas e receitas operacionais.
Capital e projeções para 2026
O índice de capital principal da Caixa ficou em 14,28%, levemente abaixo dos 14,39% observados um ano antes. Já o capital nível 1 passou para 15,05%, acima dos 14,60% registrados na mesma base de comparação.
O banco também divulgou projeções para 2026, que incluem:
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expansão de 9% a 13% na carteira de crédito total
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crescimento de 11,5% a 15,5% na margem financeira bruta












