O ouro encerrou a sessão desta segunda-feira em forte alta, avançando cerca de 2% e retomando o nível de US$ 5 mil por onça-troy no mercado futuro de Nova York. O movimento foi impulsionado pelo enfraquecimento do dólar no mercado internacional e pelo aumento da demanda por ativos considerados proteção em meio a um ambiente de maior incerteza global.
A valorização ocorreu em um contexto de cautela dos investidores, que aguardam a divulgação de indicadores econômicos relevantes nos Estados Unidos, especialmente dados de inflação e do mercado de trabalho. Esses números são acompanhados de perto por influenciarem as expectativas em relação aos próximos passos da política monetária americana.
Metais preciosos acompanham movimento de busca por proteção?
Além do ouro, outros metais preciosos também apresentaram desempenho positivo. A prata registrou uma das maiores altas do dia, refletindo o movimento mais amplo de alocação em ativos defensivos diante da combinação entre dólar mais fraco e aumento da aversão ao risco.
Analistas apontam que, enquanto persistirem dúvidas sobre o ritmo da economia global e sobre o cenário geopolítico, o ouro tende a permanecer sustentado em níveis elevados. No entanto, a continuidade do rali pode depender de novos gatilhos macroeconômicos ou de sinais mais claros sobre a trajetória dos juros.
Tensões geopolíticas seguem no radar do mercado
No cenário internacional, o noticiário envolvendo conflitos e tensões diplomáticas continua contribuindo para o apetite por ativos de proteção. A combinação entre incertezas geopolíticas e expectativas em torno da política monetária tem reforçado o papel do ouro como instrumento de hedge em momentos de maior volatilidade.
Com isso, o metal precioso consolida sua posição em patamares elevados, refletindo um mercado ainda sensível a riscos econômicos e políticos no curto prazo.













