O Ibovespa encerrou a sessão desta segunda-feira (23) em queda de 0,88%, aos 188.853,49 pontos, após renovar a máxima histórica intradia ao tocar os 191.002,54 pontos no início do pregão. Apesar do recorde momentâneo, o índice perdeu força ao longo da tarde e terminou o dia no campo negativo.
O volume financeiro negociado somou aproximadamente R$ 32,3 bilhões, em uma sessão marcada por realização de lucros e pressão sobre ações de peso, especialmente do setor financeiro.
Máxima histórica e realização de lucros
Logo nas primeiras horas do pregão, o índice chegou a ultrapassar pela primeira vez a marca dos 191 mil pontos, impulsionado pelo fluxo comprador e pelo bom desempenho recente da bolsa brasileira. No entanto, o movimento perdeu tração com o avanço das vendas, em linha com o desempenho mais fraco dos mercados internacionais.
A realização de lucros após a renovação de recorde contribuiu para a virada do índice para o território negativo no período da tarde.
Destaques do pregão
Entre as ações mais negociadas do dia, Petrobras (PETR4) liderou o volume financeiro. Os papéis da estatal oscilaram ao longo da sessão, acompanhando a dinâmica do petróleo no mercado internacional.
As ações de grandes bancos, como Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4), exerceram pressão relevante sobre o índice, contribuindo para a queda no fechamento.
Por outro lado, papéis ligados a commodities ajudaram a limitar perdas em determinados momentos do pregão, acompanhando movimentos no minério de ferro e no petróleo.
Cenário externo influencia
O ambiente internacional também pesou sobre o humor dos investidores. As bolsas em Nova York operaram no vermelho, refletindo cautela com o cenário econômico global e ajustes técnicos após altas recentes.
Com isso, o mercado doméstico acabou acompanhando o viés negativo externo, mesmo após registrar novo recorde histórico intradia.
Desempenho no ano
Apesar da queda nesta sessão, o Ibovespa segue acumulando valorização relevante em 2026, sustentado por fluxo estrangeiro, expectativa de resultados corporativos e perspectivas para o cenário macroeconômico brasileiro.













