O Ibovespa encerrou a sessão desta quinta-feira (5) em forte queda, pressionado pelo aumento da aversão ao risco nos mercados globais diante da continuidade da guerra no Oriente Médio e pela expectativa de resultados corporativos relevantes no Brasil. O principal índice da B3 terminou o pregão em baixa de 2,64%, aos 180.463 pontos, após aprofundar as perdas ao longo do dia.
O movimento representou uma reversão da recuperação observada na véspera, quando a bolsa havia subido mais de 1%, e ocorreu em meio ao aumento das tensões geopolíticas envolvendo o Irã, que têm elevado a volatilidade nos mercados internacionais.
Exterior pesa e aumenta aversão ao risco
O principal fator de pressão para os ativos brasileiros veio do cenário externo. Investidores continuaram monitorando os desdobramentos da guerra no Oriente Médio, que começou após ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã e elevou o risco geopolítico global.
Com a incerteza sobre a evolução do conflito, os mercados globais operaram em modo defensivo, o que reduziu o apetite por ativos de risco, incluindo ações de países emergentes como o Brasil. Esse ambiente de cautela levou investidores a diminuir posições na bolsa brasileira ao longo do pregão.
Blue chips pressionam o índice
A queda do Ibovespa foi amplificada pelo desempenho negativo das chamadas blue chips, ações de maior peso no índice.
- Vale (VALE3) recuou 3,33%, pressionando o indicador devido à sua grande participação na carteira do índice.
- Bancos também tiveram perdas generalizadas, contribuindo para o movimento de baixa.
- Petrobras (PETR3 e PETR4) teve desempenho misto: enquanto PETR3 caiu levemente, PETR4 conseguiu encerrar o dia em alta moderada.
No total, 76 das 84 ações do Ibovespa fecharam em queda, apenas três subiram e cinco ficaram estáveis, refletindo o amplo movimento de venda no mercado.
Temporada de balanços no radar
Além do cenário internacional, investidores acompanharam a agenda corporativa doméstica. O mercado aguardava a divulgação do balanço do quarto trimestre de 2025 da Petrobras, um dos resultados mais esperados da temporada.
Outras empresas também divulgaram ou devem divulgar resultados nesta semana, incluindo companhias de setores como energia, varejo e saúde, o que mantém o mercado sensível a revisões de expectativas para lucros corporativos.
Destaques positivos
Apesar do dia amplamente negativo, algumas ações conseguiram se destacar. O principal avanço do índice foi da Braskem (BRKM5), que disparou cerca de 17%, figurando entre as poucas altas do pregão.
Resumo do pregão (5/03)
- Ibovespa: -2,64%, aos 180.463 pontos
- Ações em queda: 76
- Ações em alta: 3
- Destaque positivo: Braskem (BRKM5)













