O mercado financeiro brasileiro encerrou o pregão desta segunda-feira (9) em tom amplamente positivo. O Ibovespa avançou com força, sustentado pelo bom humor externo, entrada de fluxo estrangeiro e alta das ações de maior peso do índice, renovando seu recorde histórico de fechamento.
O principal índice da B3 subiu 1,8%, encerrando o dia aos 186.241 pontos. O volume financeiro foi elevado, refletindo maior apetite ao risco por parte dos investidores.
Exterior e commodities dão suporte ao mercado
O cenário internacional contribuiu para o desempenho positivo dos ativos brasileiros. As bolsas de Nova York fecharam em alta, apoiadas por expectativas em torno de dados de inflação e pela leitura de que o ciclo de aperto monetário nos Estados Unidos segue sob controle.
Além disso, o comportamento mais firme das commodities ao longo do dia favoreceu empresas exportadoras e reforçou o movimento de alta do índice.
Bancos, Petrobras e Vale lideram ganhos
O avanço do Ibovespa foi liderado por ações do setor bancário, que registraram ganhos consistentes diante de um ambiente de maior previsibilidade para o crédito e para os resultados das instituições financeiras.
Papéis de Petrobras e Vale também tiveram desempenho positivo e contribuíram de forma relevante para a alta do índice, acompanhando o movimento das commodities no mercado internacional.
O movimento foi relativamente disseminado, com a maioria dos setores operando no campo positivo, enquanto ações mais defensivas ficaram para trás.
Dólar cai e juros futuros recuam
No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou em queda, pressionado pela valorização de moedas emergentes e pela entrada de capital estrangeiro na bolsa brasileira.
Os juros futuros também recuaram ao longo da curva, refletindo melhora na percepção de risco e ajustes nas expectativas para a política monetária.
Radar da semana
Após renovar máximas, o mercado segue atento à divulgação de dados econômicos ao longo da semana, especialmente indicadores de inflação, além da sequência da temporada de balanços corporativos, que pode trazer maior volatilidade aos próximos pregões.
Apesar do cenário favorável, investidores permanecem cautelosos diante dos próximos sinais sobre juros e atividade econômica no Brasil e no exterior.












