O mercado financeiro brasileiro encerrou a sessão desta terça-feira em clima positivo, com o Ibovespa registrando uma forte valorização e renovando máximas históricas. O desempenho refletiu a combinação de fatores domésticos favoráveis, avanço de ações de peso e um ambiente de maior apetite ao risco por parte dos investidores.
Ao final do pregão, o principal índice da Bolsa brasileira avançou 1,58%, aos 185.674,43 pontos, após alcançar, durante o dia, a máxima intradiária de 187.333,83 pontos. O volume financeiro negociado foi elevado, reforçando a entrada consistente de fluxo comprador.
Quais ações puxaram a alta do Ibovespa?
O principal destaque do dia ficou com a Vale (VALE3), que apresentou forte valorização e exerceu papel central na sustentação do índice. O movimento foi acompanhado por outras blue chips e por ações ligadas a consumo e varejo, setores que se beneficiam de um cenário de expectativa de juros mais baixos.
Além disso, bancos e empresas cíclicas também tiveram desempenho positivo, indicando uma alta mais disseminada e não restrita a poucos papéis.
Dólar recua e juros futuros operam mistos
No mercado de câmbio, o dólar comercial recuou 0,15%, encerrando o dia em torno de R$ 5,25. A queda interrompeu uma sequência recente de altas da moeda norte-americana e refletiu o maior apetite por ativos domésticos.
Enquanto isso, os juros futuros fecharam de forma mista, em meio à cautela dos investidores diante das expectativas sobre os próximos passos da política monetária e do ritmo de possíveis cortes na taxa básica de juros.
Ibovespa se descola do exterior
Por outro lado, o desempenho do mercado brasileiro contrastou com o cenário externo. As bolsas internacionais apresentaram maior volatilidade e, em alguns casos, encerraram em queda, diante de incertezas econômicas globais. Ainda assim, o investidor local manteve foco nos fundamentos internos.
Com isso, o Ibovespa reforça sua trajetória positiva em 2026, sustentado por expectativas de afrouxamento monetário, melhora no ambiente macroeconômico e maior confiança em setores estratégicos da economia brasileira.













