Os destaques do mercado nesta terça-feira (10) são dominados por fatores geopolíticos, indicadores econômicos e pela agenda corporativa. No exterior, investidores acompanham os desdobramentos da guerra no Oriente Médio e seus impactos sobre o mercado de energia. No Brasil, o foco recai sobre a divulgação da primeira prévia do IGP-M de março.
Os preços do petróleo recuavam cerca de 8% após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou estar considerando assumir o controle do Estreito de Ormuz, um dos pontos mais estratégicos para o fluxo global da commodity.
Trump também declarou que a guerra contra o Irã pode terminar em breve. Em discurso à base republicana, o presidente afirmou que a operação militar seria uma “excursão curta” e disse que a ofensiva já teria provocado a destruição de cerca de 80% das instalações iranianas relacionadas a mísseis.
Destaques do mercado: G7 discute possível liberação de reservas de petróleo
Outro fator relevante entre os destaques do mercado é a reunião dos ministros de Energia do G7, marcada para esta terça-feira. Segundo o comissário europeu para Assuntos Econômicos, Valdis Dombrovskis, os países discutem uma possível ação coordenada para reduzir os impactos da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã sobre os preços do petróleo.
Entre as medidas avaliadas está a liberação de reservas estratégicas de petróleo, estratégia que já foi utilizada em momentos de forte pressão nos preços da commodity.
Na mesma linha, o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou que o governo americano considera coordenar vendas de petróleo da Reserva Estratégica de Petróleo dos EUA junto com outros países.
Segundo Wright, a medida poderia ajudar a conter a volatilidade nos preços da commodity durante o período de tensão geopolítica. Ele afirmou, no entanto, que o governo não avalia restringir exportações de energia do país.
Agenda econômica do dia
No campo dos indicadores, os investidores acompanham uma agenda relevante para avaliar a atividade econômica e o comportamento da inflação.
Brasil
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Primeira prévia do IGP-M de março;
Estados Unidos
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Índice de moradias usadas de fevereiro;
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Relatório semanal ADP de emprego;
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Estoques de petróleo;
Os dados de estoques ganham maior relevância diante da possibilidade de utilização das reservas estratégicas pelos Estados Unidos.
Exportações da China surpreendem
Outro ponto importante entre os destaques do mercado vem da China. As exportações do país cresceram 21,8% em janeiro e fevereiro, em dólares, na comparação com o mesmo período do ano anterior.
O resultado supera com ampla margem a expectativa média de economistas consultados pela Reuters, que projetavam alta de 7%.
O desempenho também representa uma aceleração em relação ao crescimento de 6,6% registrado em dezembro, indicando recuperação do comércio exterior chinês.
Resultados corporativos no radar
A agenda corporativa também movimenta os destaques do mercado nesta terça-feira.
Após o fechamento do mercado brasileiro, divulgam resultados:
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Allos (ALOS3)
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Cury (CURY3)
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PRIO (PRIO3)
Nos Estados Unidos, a empresa de software Oracle também publica seus números trimestrais.
Política no Brasil também entra no radar
No cenário político, o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que solicitou à Advocacia do Senado um recurso ao Supremo Tribunal Federal contra a decisão do ministro Flávio Dino que anulou a votação que aprovou 87 requerimentos de quebra de sigilo e convocações de investigados.
A decisão do ministro ocorreu após extensão de efeitos de uma ação relacionada à empresária e lobista Roberta Luchsinger.
Além disso, foi apresentado no Senado um pedido de criação de uma CPI para investigar a atuação dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes no caso Banco Master.
Segundo o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), autor da iniciativa, o requerimento já conta com 35 assinaturas, número mínimo necessário para protocolar a proposta. Entre os signatários não há parlamentares do Partido dos Trabalhadores.













