A Copa do Mundo segue como um dos poucos eventos capazes de alterar a rotina do país e do mercado financeiro. Nos dias em que a seleção brasileira entra em campo, parte da atenção dos investidores migra da tela do home broker para a partida. O efeito aparece nos números: dados históricos levantados pela Comdinheiro/Nelogica mostram que o volume de negócios na Bolsa tende a encolher em dias de jogos do Brasil.
Ao analisar as três últimas Copas, o levantamento mostra que, em dias de jogos do Brasil, o volume de negociações caiu, em média, 51% na Copa de 2014, realizada no Brasil; 22% na Rússia, em 2018; e 27% no Qatar, em 2022.
“Para chegar aos percentuais, comparamos o volume registrado nos dias de jogos da seleção com a média de negociação dos demais dias da Copa”, afirma Gabriel Fenili, especialista sênior na Comdinheiro/Nelogica.
Pausa dos investidores
O cenário reforça um comportamento já conhecido no mercado. Em dias de jogos do Brasil na Copa, gestores tendem a adiar operações durante as partidas, traders diminuem o ritmo e investidores pessoa física acompanham menos as negociações.
“Mesmo em um mercado fortemente influenciado por fatores macroeconômicos e notícias globais, os dados mostram que eventos de grande apelo popular também afetam o comportamento dos investidores locais”, pontua Fenili.














