A semana no mercado financeiro começa com uma agenda concentrada em três frentes principais: política monetária, dados de inflação e temporada de balanços. Entre os dias 4 e 8 de maio, investidores acompanham a ata do Copom no Brasil, indicadores do mercado de trabalho nos Estados Unidos e resultados corporativos de grandes empresas listadas na Bolsa.
No Brasil, o principal evento da agenda será a divulgação da ata do Copom, prevista para terça-feira. O documento deve detalhar os argumentos do Banco Central após a decisão de reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, movimento que mantém o mercado atento ao ritmo dos próximos cortes de juros. A expectativa é que o texto ajude a calibrar as apostas sobre a condução da política monetária, em um cenário ainda marcado por inflação pressionada e cautela fiscal.
Além da ata, os investidores acompanham dados de inflação, como IPC-Fipe, IPCA e IGP-DI, além de indicadores de atividade, fluxo cambial, produção industrial e balança comercial. Esses números podem reforçar ou limitar a percepção de espaço para novos cortes da Selic ao longo dos próximos meses.
A semana também será relevante para a temporada de balanços. Entre os destaques estão Itaú, Bradesco, Ambev, B3 e Sabesp. No caso dos bancos, o mercado deve observar a evolução da carteira de crédito, inadimplência, margem financeira e custo de captação. Já em empresas ligadas a consumo, infraestrutura e serviços, o foco estará nos efeitos dos juros ainda elevados sobre demanda, margens e geração de caixa.
No exterior, os Estados Unidos concentram parte importante das atenções. A agenda americana inclui o relatório JOLTS, o ADP, dados de atividade, indicadores de serviços e, na sexta-feira, o payroll, considerado um dos principais termômetros para as expectativas de juros globais.
“Ainda nos Estados Unidos, é a primeira semana do mês, com destaque para os dados do mercado de trabalho”, destaca Francisco Alves, operador de mercado e apresentador do programa Pre Market, da BM&C News.
O payroll será observado pelo impacto direto sobre as apostas para a política monetária do Federal Reserve. Dados mais fortes de emprego e salários podem reduzir a expectativa de cortes de juros nos EUA, enquanto sinais de desaceleração podem reforçar a leitura de maior espaço para flexibilização monetária.
Na Europa, os PMIs e as vendas no varejo ajudam a medir o ritmo da atividade econômica. Na Ásia e na Oceania, o mercado acompanha dados de crescimento, indicadores de atividade e decisões de política monetária, como a do banco central da Austrália. A liquidez global, no entanto, pode ser afetada por feriados em importantes economias.
“Observaremos feriados no Japão, na China, na Tailândia e no Reino Unido, o que poderá impactar a atividade e a liquidez em algumas regiões”, afirma o apresentador do Pre Market.
Além dos indicadores econômicos, o mercado segue atento ao cenário geopolítico. Os desdobramentos no Oriente Médio, a oscilação do petróleo e do ouro, a guerra entre Rússia e Ucrânia e as ameaças de tarifas americanas seguem no radar dos investidores. No Brasil, pesquisas eleitorais e ruídos políticos também podem influenciar a percepção de risco dos ativos locais.
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