A semana que começa nesta segunda-feira (30) será marcada por uma agenda econômica intensa nos principais mercados globais, com indicadores de inflação, atividade e emprego capazes de influenciar as expectativas sobre juros e crescimento. Ao mesmo tempo, investidores seguem atentos aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, fator que mantém o mercado sensível a possíveis impactos sobre os preços de energia e a inflação global.
Outro ponto relevante é o calendário mais curto de negociações. Na sexta-feira (3), as bolsas do Brasil, Estados Unidos e Europa permanecem fechadas devido à Sexta-feira Santa. Ainda assim, o relatório oficial de emprego americano, o payroll, será divulgado na mesma data, podendo influenciar a precificação dos ativos na reabertura dos mercados na semana seguinte.
Brasil terá indicadores de inflação, atividade e contas públicas
No Brasil, a agenda concentra indicadores importantes para avaliar o ritmo da economia e calibrar as expectativas de inflação e política monetária. Entre os dados previstos estão o Boletim Focus, o IGP-M, a produção industrial, números de crédito, a balança comercial, o Caged de fevereiro, além do resultado do Governo Central.
Também entram no radar do mercado os leilões de títulos públicos do Tesouro Nacional, além de movimentos técnicos relevantes no mercado financeiro. A agenda doméstica ainda combina indicadores econômicos. “Como destaques aqui da agenda no Brasil, a semana começa com o Boletim Focus. Teremos também dados do IGP-M, produção industrial, o Caged sobre mercado de trabalho, resultado do Governo Central e eventos importantes ao longo da semana, como os leilões de títulos do Tesouro”, afirma o operador de mercado e apresentador do Pre-Market da BM&C News, Francisco Alves.
Ele destaca ainda que o início da semana traz movimentações específicas do mercado financeiro: “Nós teremos leilões de títulos do Tesouro, rolagem dos contratos futuros de câmbio na terça-feira e ajustes técnicos de carteira de final de mês e final de trimestre também na terça-feira”.
Outro tema que entra no radar do mercado é o custo da energia. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou bandeira tarifária verde para abril, o que significa ausência de cobrança adicional nas contas de luz.
Além da agenda econômica, investidores acompanham o ambiente político. A expectativa é de divulgação de novas pesquisas eleitorais ao longo da semana, fator que pode influenciar a percepção de risco e o comportamento dos ativos domésticos.
Estados Unidos terão foco no mercado de trabalho
Nos Estados Unidos, a agenda econômica será uma das mais movimentadas da semana. Entre os principais indicadores estão o índice industrial do Federal Reserve de Dallas, a confiança do consumidor medida pelo Conference Board, os PMIs industriais e de serviços, além do ISM industrial e das vendas no varejo.
A semana também inclui discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, além dos pedidos semanais de seguro-desemprego e dados de balança comercial.
O mercado de trabalho estará no centro das atenções, com a divulgação de três indicadores relevantes:
- Relatório JOLTS, que mede o número de vagas abertas
- Relatório ADP, que estima a criação de empregos no setor privado
- Payroll de março, divulgado na sexta-feira
Mesmo com os mercados fechados por causa do feriado, o payroll poderá influenciar as expectativas sobre política monetária nos Estados Unidos.
Europa acompanha inflação, atividade e dados industriais
Na Europa, os investidores monitoram indicadores relevantes de inflação e atividade econômica. Entre os destaques estão os PMIs industriais, dados de manufatura, além do PIB do quarto trimestre do Reino Unido.
A agenda também inclui números de inflação em algumas das principais economias do bloco, como Alemanha, Portugal e França.
Além disso, o continente entrou em horário de verão no domingo (29). Com isso, as bolsas de Londres, Frankfurt, Paris, Milão, Madri e Lisboa passam a operar das 4h às 12h30 no horário de Brasília.
Ásia traz indicadores importantes da China e do Japão
Na Ásia, o foco recai sobre dados de atividade econômica e confiança empresarial, especialmente na China e no Japão.
Na China, os investidores acompanham os PMIs oficiais divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas, além dos PMIs Caixin, indicadores que ajudam a medir o ritmo da indústria e do setor de serviços.
Já no Japão, a agenda inclui inflação em Tóquio, produção industrial, vendas no varejo e o índice Tankan, tradicional pesquisa de confiança empresarial do Banco do Japão.
Fluxo estrangeiro segue positivo na B3
No mercado acionário brasileiro, o fluxo de capital estrangeiro continua positivo em março. No dia 25 de março, investidores estrangeiros registraram entrada líquida de R$ 1,034 bilhão na B3.
No acumulado do mês, o saldo positivo chega a R$ 8,1 bilhões, enquanto no ano o fluxo estrangeiro soma R$ 49,7 bilhões.
Em sentido contrário, os investidores institucionais registraram saída de R$ 830,5 milhões no mesmo dia. No mês, o saldo é negativo em R$ 4,5 bilhões, e no acumulado de 2026 a retirada alcança R$ 35,5 bilhões.












