O Estreito de Ormuz voltou ao centro das atenções após o Irã endurecer sua posição sobre a navegação na região. Autoridades iranianas afirmaram que qualquer passagem segura deverá ser coordenada por Teerã e respeitar a soberania do país.
O governo também informou que a administração futura da rota seguirá os termos do memorando firmado após o cessar-fogo, em conjunto com Omã.
Segundo a TV estatal, três petroleiros estrangeiros recuaram após serem advertidos pela Guarda Revolucionária por tentarem realizar uma passagem considerada não autorizada.
Estreito de Ormuz no foco: a reação dos Estados Unidos
Os Estados Unidos voltaram a rejeitar qualquer tentativa do Irã de impor regras unilaterais para a navegação no Estreito de Ormuz. O secretário de Estado Marco Rubio afirmou que a passagem é uma hidrovia internacional e não poderá ser submetida à cobrança de pedágios ou taxas por parte de Teerã.
A declaração ocorre enquanto Omã tenta mediar entendimentos sobre a futura administração da rota e afirma que não haverá cobrança de tarifas.
Incidente marítimo e riscos
Um navio cargueiro foi atingido nas proximidades da costa de Omã, em incidente atribuído por autoridades americanas à Guarda Revolucionária Iraniana. O risco para a segurança marítima e o comércio internacional continua elevado.
O episódio reforça que, apesar do avanço das negociações de paz, o controle da principal rota marítima para o transporte mundial de petróleo permanece como um dos pontos mais sensíveis da nova fase diplomática.














