O avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã passou a ser visto pela equipe econômica do governo como um fator capaz de aliviar as pressões inflacionárias no Brasil. A avaliação é que a queda do petróleo após o anúncio do acordo preliminar reduz riscos para combustíveis, fertilizantes e alimentos, que vinham pressionando as projeções econômicas.
O barril do Brent recuou para perto de US$ 83, após ter superado US$ 110 nos momentos mais tensos do conflito. A diferença representa um alívio significativo para a economia brasileira, que depende fortemente de derivados de petróleo em sua cadeia produtiva.
Impacto nas expectativas de inflação
Integrantes do governo avaliam que, caso o cessar-fogo seja mantido e o Estreito de Ormuz seja reaberto, o petróleo poderá registrar novas quedas. O cenário pode ajudar a conter a alta das expectativas de inflação e reduzir pressões sobre a trajetória futura dos juros no país.
A queda nos preços internacionais do petróleo tende a beneficiar diretamente os custos de transporte e produção agrícola, setores que têm peso relevante na composição do índice de preços ao consumidor. Para a equipe econômica, o movimento representa uma janela de oportunidade para a estabilização das projeções inflacionárias no curto prazo.
Ministro defende revisão na medição da inflação
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, se mostrou favorável a discutir possíveis ajustes na forma como a inflação é calculada no Brasil, argumentando que estudiosos apontam uma defasagem na lista de itens usados para medir a alta de preços. As declarações foram feitas em podcast produzido pela Warren Investimentos.
A posição do ministro indica que o governo pode estudar mudanças metodológicas no cálculo do índice de preços, embora qualquer alteração dependa de ampla discussão técnica e institucional.














