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Futebol brasileiro vive bolha de dívidas e precisa de Fair Play Financeiro; entenda

Renata Nunes Por Renata Nunes
22/09/2025
Em Economia POP, EMPRESAS E NEGÓCIOS, Especial, Esporte, Exclusivas, Exclusivo, Futebol, NACIONAL

O Fair Play Financeiro voltou ao centro do debate no Brasil após a divulgação de um relatório da Sports Value, que apontou prejuízos de R$ 1,7 bilhão em 2024 e déficits acumulados de R$ 1,9 bilhão nos últimos três anos nas Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs). Esses números refletem um modelo de gestão desequilibrado e reforçam a necessidade de mecanismos de regulação semelhantes aos já adotados em ligas internacionais.

Embora a UEFA tenha implementado regras de Fair Play que ajudaram a reduzir déficits, brechas permitiram que clubes inflassem receitas por meio de patrocínios artificiais. O desafio brasileiro é evitar que esse padrão se repita, criando um modelo sólido, adaptado à realidade local. Amir Somoggi, sócio da Sports Value, alerta: “Sem regulação séria, o futebol brasileiro corre o risco de viver um colapso financeiro nos próximos anos”.

Fair Play Financeiro: quais clubes lideram as perdas?

De acordo com a Sports Value, alguns clubes se destacaram negativamente nos últimos três anos:

  • Botafogo SAF: prejuízo de R$ 601 milhões
  • Bahia SAF: prejuízo de R$ 390 milhões
  • Atlético-MG SAF: prejuízo de R$ 351 milhões
  • Vasco SAF: prejuízo de R$ 304 milhões

Esses números mostram que o modelo atual depende de aportes externos e receitas extraordinárias, como vendas de atletas, mas sem sustentabilidade no longo prazo. Segundo Amir, “os clubes vendem cada vez mais jogadores e estão cada vez mais pobres, já que parte relevante da receita vai para empresários e fundos”.

O teto de gastos de 73% é suficiente?

Reprodução/Sports Value

A Sports Value propõe que clubes gastem no máximo 73% da receita com futebol. O objetivo é equilibrar a busca por competitividade com a necessidade de manter contas sustentáveis. Ainda assim, vários clubes superaram esse índice no período:

  • Bahia
  • Fortaleza
  • Cruzeiro
  • São Paulo
  • Botafogo
  • Atlético-MG

Amir Somoggi destaca: “Mesmo clubes sólidos, como o Flamengo, quando ultrapassaram o limite, fecharam com prejuízo. Isso mostra que o índice é um parâmetro realista e necessário”.

Endividamento em níveis críticos

Outro ponto sensível é a relação Dívida Líquida/Receita. Um índice acima de 2,0 é considerado crítico, e diversos clubes já superaram esse patamar:

ClubeÍndice Dívida Líquida/ReceitaSituação
Atlético-MG> 2,0Risco crítico
Bahia> 2,0Risco crítico
Cruzeiro> 2,0Dependência de mecenas
Corinthians> 2,0Situação grave

Para Amir, esse nível de endividamento afasta investidores e compromete a viabilidade das SAFs. “Muitos clubes já vivem um colapso financeiro disfarçado. Sem regulação, o risco de bolha é enorme”, afirmou.

Receitas extraordinárias mascaram a realidade?

Grande parte das receitas vem da venda de jogadores, o que cria dependência de eventos não recorrentes. Esse modelo tem fragilidades:

  • Parte do valor da venda fica com empresários e fundos.
  • Os clubes ficam vulneráveis ao câmbio, já que as transações são feitas em dólar.
  • Não há reinvestimento sustentável: receitas são usadas para cobrir déficits correntes.

Amir alerta: “O Brasil corre o risco de repetir os erros da Europa, onde patrocínios inflados e receitas artificiais distorceram balanços. Sem fiscalização rígida, a maquiagem financeira se repete”.

Como funcionaria um modelo de Fair Play no Brasil?

A Sports Value defende uma regulação baseada em três pilares:

  1. Limite de déficit: máximo de R$ 20 milhões anuais.
  2. Teto de gastos: até 73% da receita destinada ao futebol.
  3. Controle da dívida: índice Dívida Líquida/Receita próximo de 1,5.

Segundo Amir, “esses três pontos são a única forma de equilibrar as finanças dos clubes. Sem limites claros, o sistema continuará insustentável”.

O que o futuro reserva para o futebol brasileiro?

Apesar do cenário de alerta, existem exemplos positivos: Flamengo e Palmeiras apresentam maior solidez financeira, enquanto clubes médios como Atlético-PR e Cuiabá se destacam pela organização. Porém, até mesmo esses casos dependem fortemente da venda de atletas para fechar no azul.

Para Somoggi, o aprendizado internacional deve servir de guia: “O Fair Play Financeiro reduziu déficits na Europa até 2019, antes da pandemia. Nas ligas americanas, o controle é ainda mais rígido e garante equilíbrio entre as equipes. O Brasil precisa adotar regras sérias para atrair bons investidores, não apenas mecenas dispostos a gastar a qualquer custo”.

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O futebol brasileiro está diante de um ponto de inflexão. Sem regulação moderna, déficits bilionários continuarão afastando investidores e ampliando riscos de colapso. A implementação de um Fair Play Financeiro adaptado à realidade nacional pode transformar o setor em uma indústria saudável, competitiva e sustentável.

No fim, a pergunta que permanece é: o futebol brasileiro seguirá no caminho da profissionalização ou continuará vivendo sob um modelo de ilusão, dependente de aportes externos e receitas extraordinárias?

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