A empresa de tecnologia Mira Artis consolidou, no primeiro trimestre de 2026, um investimento de R$ 21,1 milhões no desenvolvimento de soluções digitais voltadas à modernização de mercados tradicionais, como o imobiliário e o de confrarias de vinho. Os recursos foram aplicados na criação do aplicativo de aluguel por temporada LIVI (R$ 5 milhões), na plataforma de gestão de confrarias Tchin Tchin (R$ 2,1 milhões) e no desenvolvimento do ecossistema imobiliário Ei Colibri (R$ 14 milhões), projeto realizado em parceria com o Conselho Federal de Corretores de Imóveis (COFECI).
A estratégia da empresa parte da identificação de lacunas tecnológicas em setores que ainda operam com processos informais ou pouco integrados digitalmente.
No mercado imobiliário, a Mira Artis atua em duas frentes. A primeira é o LIVI, aplicativo de aluguel por temporada que iniciou sua fase de testes em Curitiba em 23 de fevereiro. A plataforma propõe um modelo no qual corretores de imóveis atuam como agentes de validação dos anúncios, verificando presencialmente informações, fotos e condições dos imóveis antes de disponibilizá-los aos usuários.
A segunda frente é o Ei Colibri, ecossistema digital desenvolvido para o sistema COFECI-CRECI. A estrutura reúne o aplicativo Ei Colibri Mobile, voltado para corretores em atividades externas, o Ei Colibri Pro, direcionado à gestão de imobiliárias, e um portal web nacional integrado. Projetado para um mercado com mais de 650 mil corretores de imóveis ativos e 74 mil imobiliárias registradas, números que cresceram quase 200% nos últimos 15 anos, o Ei Colibri estrutura transações e parcerias em um setor tradicionalmente fragmentado, alinhando-se a iniciativas como o recadastramento obrigatório via e-CIRP, Cédula de Identidade e Regularidade Profissional digital.
Paralelamente, a empresa expandiu sua atuação para o mercado de vinhos com o Tchin Tchin, lançado em Brasília em 6 de março. O aplicativo foi criado para organizar e digitalizar a gestão de confrarias físicas de vinho, substituindo o uso de aplicativos de mensagens por uma plataforma estruturada em modelo Software as a Service (SaaS) voltada a especialistas e organizadores.
“Nossa tese é desenvolver soluções tecnológicas para mercados onde o digital ainda não resolveu problemas estruturais, como segurança nas transações ou organização das comunidades. No caso do Tchin Tchin, digitalizamos a gestão das confrarias para estimular encontros presenciais”, afirma Paulo Vasconcellos, diretor de Tecnologia da Mira Artis.
Após os períodos iniciais de testes em Curitiba e Brasília, a Mira Artis prevê expandir as operações do LIVI e do Tchin Tchin para as capitais das regiões Sul e Sudeste ao longo de 2026. Já o Ei Colibri seguirá o cronograma de implementação nacional definido pelo COFECI para integrar imobiliárias e corretores autônomos de todo o país.














