A XP avalia que a aproximação do primeiro leilão de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) em larga escala no Brasil, previsto para abril de 2026, tende a recolocar o tema no centro das discussões do setor elétrico e criar um ambiente favorável para empresas já consolidadas em soluções de energia, como a WEG.
Segundo o relatório, à medida que o país avança para esse marco regulatório, o mercado passa a precificar de forma mais clara a necessidade de armazenamento como complemento à expansão das fontes renováveis. Para a XP, esse movimento cria um cenário estruturalmente positivo para a WEG, que reúne atributos considerados estratégicos para atuar nesse segmento.
O time de Utilities da casa estima que o curtailment no sistema elétrico brasileiro atingiu cerca de 74 GWh em 2025. Esse volume, de acordo com a análise, seria suficiente para justificar aproximadamente 19 GW de capacidade potencial em projetos de armazenamento. O dado reforça a leitura de que a ausência de soluções de estocagem já gera perdas relevantes de energia e eficiência no sistema.
A XP pondera que esse excedente pode diminuir ao longo do tempo, à medida que a demanda por energia cresce, as restrições da rede de transmissão são gradualmente reduzidas e o ritmo de expansão da geração distribuída desacelera. Ainda assim, o relatório destaca que o leilão de abril deve funcionar como um divisor de águas para o mercado de baterias no Brasil.
Nesse contexto, a XP afirma que a WEG está bem posicionada para se beneficiar do avanço do segmento de armazenamento. A análise cita como diferenciais o relacionamento de longo prazo da companhia com concessionárias, o histórico operacional consolidado em projetos de infraestrutura elétrica e a capacidade de oferecer suporte técnico e pós-venda, fatores considerados relevantes em contratos de maior complexidade.
Para a casa, o fortalecimento do mercado de BESS tende a se encaixar na estratégia da WEG de ampliar sua presença em soluções ligadas à transição energética, especialmente em um sistema cada vez mais dependente de flexibilidade, eficiência e confiabilidade.
Com o leilão se aproximando, a expectativa da XP é que o tema ganhe tração ao longo de 2026, reforçando o potencial de novos contratos e oportunidades para empresas com portfólio diversificado e execução comprovada — cenário no qual a WEG aparece como um dos principais beneficiários.
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