A Embraer informou ao mercado que entregou 244 aeronaves em 2025, crescimento de 18,4% em relação ao ano anterior (206) e em linha com as projeções feitas pela empresa. Embora minoritário, o segmento de Defesa&Segurança foi o que mais cresceu: 266,7%, saltando de três aeronaves entregues em 2024 para 11. Na aviação executiva, o número cresceu 19,2%, de 130 para 155, atingindo a estimativa para o ano (145-155). Na comercial, alta de 6,8%, de 73 para 78 (77-85). A companhia divulgará seus resultados operacionais em 6 de março. A estimativa é de US$ 7 bilhões a US$ 7,5 bilhões de receita líquida. De janeiro a setembro, o total chega US$ 4,9 bilhões, sendo US$ 2 bilhões apenas no terceiro trimestre.
A entrega de 11 aeronaves na área de defesa representa quase o dobro do total dos três anos anteriores – uma em 2022, duas em 2023 e três em 2024. Dos 11, foram três cargueiros militares KC-390 e oito modelos A 29 Super Tucano, que segundo a Embraer já foram escolhidos por 22 Forças Aéreas no mundo. Em dezembro, por exemplo, a empresa entregou os cinco primeiros A-29 para a FA Portuguesa, como parte de uma encomenda de 12 unidades. Também foi assinada uma Carta de Interesse para possível instalação de linha de montagem final do modelo em Portugal. A aeronave é fabricada nos Estados Unidos. Em setembro, a Embraer – que foi excluída do tarifaço – firmou acordo com a norte-americana SNC para venda de uma aeronave A-29. Segundo a empresa brasileira, a transação “antecede uma encomenda que será feita por meio do programa do governo norte-americano Foreign Military Sales (Vendas Militares Estrangeiras)”.
No penúltimo mês de 2025, a Embraer anunciou que adicionou ao A-29 Super Tucano um sistema de combate a drones. O chamado Conceito Operacional (Conops) permitirá, segundo a empresa, que operadores da aeronave “adicionem missões de combate a Sistemas Aéreos Não Tripulados (SANTs) aos seus perfis operacionais sempre que necessário”. O presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança, Bosco da Costa Junior, disse que a expansão das capacidades do A-29 é necessária para “cumprir com as missões mais recentes” enfrentadas por vários países na “guerra moderna”. Esses desafios “demonstraram a necessidade urgente de soluções para combater Sants”. A empresa vem trabalhando em sistemas para atender a configurações a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar que inclui os Estados Unidos e países europeus.

Apenas no terceiro trimestre, de acordo com as informações divulgadas pela empresa, a receita líquida na área de Defesa&Segurança foi de US$ 278 milhões, crescimento de 26,4% sobre igual período de 2024 – e 14% do total obtido pela companhia. Toda a carteira de pedidos somou US$ 31,3 bilhões, valor recorde. Criada em 1969 e privatizada em 1994, a Embraer entregou mais de 9 mil aeronaves até hoje.












