O mercado global de marketing digital cresceu de US$ 870,65 bilhões em 2024 para US$ 988,89 bilhões em 2025. O ritmo deve continuar acelerado nos próximos anos, com crescimento anual estimado em 14,92%, alcançando US$ 2,64 trilhões até 2032, segundo a Research and Markets. Após um período marcado pela predominância do marketing de performance e pela busca por crescimento acelerado, o setor de comunicação empresarial entra agora em uma nova fase.
O aumento do Custo de Aquisição de Clientes (CAC), a saturação dos canais digitais e a abundância de conteúdo superficial indicam que crescimento sem reputação já não sustenta valor no longo prazo. Para Beatriz Ambrosio, CEO e fundadora da Mention, plataforma de PR self-service com uso de inteligência artificial, o momento marca uma mudança estrutural na forma como empresas encaram comunicação, marca e reputação: “Estamos vivendo uma transição importante. A era da otimização infinita dá lugar à era da intencionalidade. Comunicação volta a ser sobre construir significado, confiança e valor real, e não apenas métricas de curto prazo”.
Segundo a executiva, empresas, startups e lideranças passam a revisar suas estratégias, priorizando uma comunicação mais integrada e orientada à construção de confiança. Nesse contexto, ganham força temas como brand awareness, consistência de narrativa, protagonismo executivo e o uso estratégico da inteligência artificial.
Pilar estratégico
Após anos tratado como investimento secundário, o brand awareness volta ao centro das estratégias. Em mercados saturados, marcas fortes reduzem a dependência de mídia paga, melhoram taxas de conversão e constroem reconhecimento sustentável. A reputação deixa de ser oposta à performance e passa a funcionar como sua base. “Esse atributo deixa de ser abstrato e passa a ser um ativo econômico. Em ambientes altamente competitivos, quem é lembrado com clareza e propósito constrói uma vantagem difícil de replicar apenas com mídia”, destaca Beatriz.
Inteligência artificial é copiloto
A popularização da IA generativa acelerou a produção de conteúdo, mas também trouxe padronização e perda de profundidade. A tecnologia se consolida como ferramenta de apoio, organizando dados e otimizando processos , enquanto decisões estratégicas, narrativa e posicionamento permanecem sob responsabilidade humana.
Executivos retomam protagonismo
Em meio ao excesso de conteúdo genérico, o mercado volta a valorizar vozes com visão, contexto e autoridade. CEOs e executivos deixam de ser apenas porta-vozes institucionais e passam a atuar como intérpretes do cenário econômico, social e tecnológico. “O público não busca mais discursos institucionais, mas leitura de contexto. Quando executivos assumem a comunicação, a marca ganha profundidade, visão e credibilidade”, afirma Beatriz.
Confiança se consolida como KPI central
Alcance e engajamento já não são suficientes para medir o impacto da comunicação. A confiança passa a influenciar decisões de compra, parcerias e investimentos, especialmente no mercado B2B. Construí-la exige consistência entre discurso e prática, transparência em momentos críticos e alinhamento entre comunicação, produto e experiência.
Integração entre PR, marketing e produto
Modelos em que PR, marketing e produto operam de forma isolada perdem eficiência. A comunicação passa a nascer da integração entre essas áreas, garantindo coerência entre narrativa, posicionamento e proposta de valor. “Quem conseguir integrar tecnologia com estratégia, dados com narrativa e awareness com performance vai se destacar. O mercado não busca apenas visibilidade, mas marcas responsáveis, coerentes e confiáveis”, conclui a especialista,
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