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EMPRESAS E NEGÓCIOS

Canadá no topo da lista dos destinos preferidos para intercâmbio

A educação internacional vem se consolidando como parte do planejamento de carreira de famílias e de estudantes brasileiros em diferentes fases da vida. Levantamento do STB, consultoria em educação internacional, revela que os programas de graduação, pós e especialização no exterior cresceram 21%. O ensino médio avançou 14% e o pre-college (cursos curtos que permitem vivência antes do ensino superior) registrou alta de 18% em 2025. “A combinação de maior competitividade no mundo do trabalho, transformações tecnológicas, novos comportamentos de consumo educacional e mudanças nas políticas públicas internacionais têm contribuído para que famílias e profissionais sigam priorizando o investimento em educação no exterior”, diz Christiana Bicalho, vice-presidente do STB e responsável pelas análises.

Dentre os programas como o Higher Education (graduação, pós, especialização), o crescimento é atribuído à velocidade das transformações digitais, o que fez registrar alta em programas ligados à tecnologia e inovação, como inteligência artificial, engenharia de dados, marketing digital e gestão da inovação.

O levantamento também aponta mudanças no mapa de destinos. Os Estados Unidos, no último ano, registraram queda de 11% na procura, por influência do maior rigor na concessão de vistos. Em contrapartida, o Canadá avança com alta de 48% em 2025, impulsionado por políticas migratórias mais abertas e boa relação custo-benefício. A tendência para 2026 é que o país permaneça com políticas de valorização educacional.  

Christiana Bicalho, vice-presidente do STB (Foto: Divulgação)

A Europa se consolidou como um dos destinos preferidos para estudar, especialmente Alemanha, Espanha e Itália. Programas bilíngues, iniciativas de incentivo à internacionalização, maior abertura e receptividade para estudantes estrangeiros posicionam a região como estratégica para a internacionalização. “Esses países são acolhedores com os brasileiros e estudantes que possuem dupla cidadania, por exemplo, têm a possibilidade de estudar com equivalência financeira, em alguns casos, mais acessível comparada ao Brasil”, explica Christiana Bicalho. 

Para este ano, outra tendência é a Ásia, que desponta como hub global de intercâmbio. A executiva explica que universidades da Coreia do Sul, Japão e Singapura despontam como destinos emergentes. “A China, por exemplo, é o país que mais forma doutores, ultrapassando os EUA. Os recentes acordos firmados entre os governos dos dois países também estimulam. Apesar da distância e do custo aéreo, o interesse cresce entre universitários e profissionais do setor agro e tecnologia”, diz a vice-presidente do STB.

A educação internacional vai além do conhecimento técnico e especializado e alcança o público 45+ que busca combinar atualização profissional com experiências de vida cultural e bem-estar. “Nossa missão é ajustar a logística para proporcionar a melhor vivência, seja para quem quer conhecer os museus da Itália e aperfeiçoar o italiano, até mesmo para quem busca conexão individual e busca imersão no Nepal. Hoje, o intercâmbio está cada vez mais conectado com o projeto pessoal e fase da vida: amplia repertório, fortalece habilidades e conecta as pessoas com o mundo externo e consigo mesmo”, finaliza.

Canadá no topo da lista dos destinos preferidos para intercâmbio
Universidade de Montreal, no Canadá (Créditos: depositphotos.com / marcbruxelle )