As taxas dos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) avançaram nesta sessão, refletindo o aumento da aversão ao risco no mercado doméstico diante de especulações sobre uma possível greve de caminhoneiros no Brasil.
O movimento foi mais evidente na ponta longa da curva de juros, onde os investidores passaram a exigir prêmios maiores, em meio ao receio de impactos inflacionários e econômicos associados a uma eventual paralisação logística.
Risco de inflação entra no radar
A possibilidade de uma greve ganhou força após a recente alta do diesel, impulsionada pelo cenário internacional e pela valorização do petróleo, o que pressiona os custos do transporte no país.
Com isso, o mercado passou a precificar riscos de desabastecimento e aumento de preços, o que poderia contaminar as expectativas de inflação e influenciar a trajetória da política monetária.
Historicamente, movimentos dessa natureza têm potencial de gerar choques relevantes na economia brasileira, afetando cadeias produtivas e pressionando índices de preços.
Curva de juros reage ao cenário
Diante desse contexto, agentes financeiros ajustaram suas posições na curva a termo, elevando as taxas dos DIs — especialmente nos vencimentos mais longos — como forma de proteção contra incertezas.
O avanço dos juros futuros reflete a percepção de que um eventual choque logístico poderia dificultar o trabalho do Banco Central no controle da inflação, reduzindo o espaço para cortes na Selic no curto prazo.
Cenário ainda é de incerteza
Apesar da reação do mercado, entidades representativas dos caminhoneiros têm negado a existência de uma greve nacional no momento, embora movimentos pontuais e ameaças de paralisação sigam no radar.
Assim, o comportamento da curva de juros deve continuar sensível ao noticiário sobre o setor de transporte, além de fatores já presentes no radar, como o cenário externo e as expectativas para a política monetária brasileira.













