O payroll de fevereiro mostrou deterioração no mercado de trabalho dos Estados Unidos. O relatório divulgado nesta sexta-feira (06) pelo Departamento de Estatísticas do Trabalho apontou queda de 92 mil vagas no emprego não agrícola, enquanto o mercado projetava criação de 55 mil postos de trabalho.
O resultado veio significativamente abaixo das expectativas e indica perda de força na geração de empregos da maior economia do mundo.
Além da contração nas vagas, a taxa de desemprego subiu para 4,4%, acima da projeção de 4,3%. Segundo o relatório, o número total de desempregados ficou em 7,6 milhões, com pouca variação em relação ao mês anterior.
Entre os setores analisados, houve redução no nível de emprego principalmente em saúde, reflexo de atividades de greve, além de quedas nos segmentos de informação e governo federal. O relatório também aponta que o emprego no setor público continua apresentando tendência de redução.
Salários avançam acima do esperado, mostra payroll de fevereiro
Apesar da queda no número de vagas, o payroll de fevereiro mostrou crescimento mais forte nos salários.
O salário médio por hora subiu 0,4% na comparação mensal, acima da estimativa de 0,3%. Na base anual, o avanço foi de 3,8%, também ligeiramente superior à projeção de 3,7%.
O dado de salários é acompanhado de perto pelo mercado, já que pode influenciar as perspectivas de inflação e a condução da política monetária pelo Federal Reserve.
Payroll de fevereiro: indicadores da pesquisa domiciliar
Os dados da pesquisa domiciliar indicam que alguns indicadores do mercado de trabalho permaneceram praticamente estáveis.
A taxa de participação na força de trabalho ficou em 62,0%, enquanto a relação entre emprego e população foi de 59,3%, ambos com pouca variação em fevereiro.
Entre os grupos de trabalhadores, as taxas de desemprego também mostraram poucas mudanças:
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Homens adultos: 4,0%;
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Mulheres adultas: 4,1%;
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Adolescentes: 14,9%;
Por grupo racial, os níveis ficaram em:
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Brancos: 3,7%;
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Negros: 7,7%;
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Asiáticos: 4,8%;
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Hispânicos: 5,2%.
Desemprego de longa duração cresce em relação ao ano anterior
O relatório também aponta que o número de pessoas desempregadas por 27 semanas ou mais ficou em 1,9 milhão em fevereiro, praticamente estável no mês.
No entanto, o indicador mostra aumento na comparação anual, já que havia 1,5 milhão de desempregados de longa duração no mesmo período do ano anterior. Esse grupo representou 25,3% do total de desempregados no mês.
Trabalho parcial e pessoas fora da força de trabalho
O número de trabalhadores em tempo parcial por razões econômicas caiu em 477 mil, totalizando 4,4 milhões de pessoas em fevereiro. Esse grupo inclui pessoas que prefeririam trabalhar em tempo integral, mas tiveram a jornada reduzida ou não encontraram vaga de período completo.
Já o número de pessoas fora da força de trabalho que gostariam de ter um emprego ficou em 6 milhões, com pouca variação no mês. Esses indivíduos não são considerados desempregados porque não procuraram trabalho nas quatro semanas anteriores à pesquisa ou não estavam disponíveis para assumir uma vaga.














