O IPCA-15 desacelerou para 0,41% em junho, abaixo dos 0,62% registrados em maio e também da expectativa do mercado, que apontava alta de 0,44%. O resultado divulgado nesta quinta-feira (25) reforça a percepção de perda de força da inflação no curto prazo, favorecida principalmente pela redução da pressão de alimentos e pela continuidade da queda dos combustíveis.
Alívio parcial na inflação mensal, segundo IPCA-15
Apesar da surpresa positiva no índice mensal, economistas destacam que o alívio ainda é parcial. A inflação segue elevada e continua concentrada em itens essenciais do consumo das famílias.
O dado é visto como um sinal de moderação na margem, mas ainda insuficiente para mudar, sozinho, a avaliação de que o processo de desinflação ocorre de forma lenta e gradual.
Inflação acumulada permanece acima do teto da meta
Embora o IPCA-15 tenha vindo abaixo das projeções para junho, a inflação acumulada em 12 meses avançou para 4,80%, permanecendo acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central.
A leitura do mercado é de que a desaceleração do índice mensal não elimina as preocupações com a persistência da inflação.
Composição do indicador mostra pressões disseminadas
Habitação continuou pressionada pela energia elétrica, enquanto alimentos ainda registraram alta, mesmo em ritmo menor. Em contrapartida, os combustíveis seguiram contribuindo para conter o índice. A composição do indicador mostra uma inflação menos intensa do que nos meses anteriores, mas ainda disseminada em grupos importantes.
O resultado reforça a expectativa de manutenção de uma postura cautelosa por parte do Banco Central diante do cenário inflacionário persistente.














